Café fecha em queda com pressão da safra brasileira e mercado atento ao clima no cinturão produtor
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O mercado do café encerrou a segunda-feira (18) em baixa nas bolsas internacionais, pressionado pelo avanço da colheita brasileira, expectativa de maior oferta global e movimentações técnicas dos fundos. Ao mesmo tempo, operadores seguem atentos às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o arábica julho/26 fechou negociado a 264,20 cents/lbp, queda de 270 pontos. O setembro/26 encerrou a 256,75 cents/lbp, baixa de 335 pontos, enquanto o dezembro/26 caiu 365 pontos, terminando o dia a 249,80 cents/lbp.
Em Londres, o robusta julho/26 fechou a US$ 3.306 por tonelada, recuo de 59 pontos. O setembro/26 perdeu 70 pontos, cotado a US$ 3.175 por tonelada, e o novembro/26 caiu 69 pontos, encerrando a US$ 3.100 por tonelada.
No Brasil, o mercado também acompanhou a movimentação do câmbio. O dólar operou em queda ao longo do dia e voltou a testar o patamar dos R$ 5,00, influenciado pela fraqueza da moeda norte-americana no exterior e pelo avanço das commodities, movimento que fortaleceu o real.
Além do cenário financeiro, o clima segue no radar do setor cafeeiro. A previsão indica avanço de frente fria e aumento das instabilidades em partes do Sudeste nos próximos dias, condição que mantém o mercado atento ao comportamento das lavouras durante o período de colheita. Apesar disso, o andamento da safra brasileira continua pressionando as bolsas, principalmente diante da expectativa de maior entrada de café no mercado físico nas próximas semanas.
O mercado também segue acompanhando o ritmo das exportações brasileiras, o comportamento dos fundos e os próximos movimentos do dólar, fatores que continuam trazendo volatilidade para os preços internacionais do café.
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