Café aprofunda perdas nas bolsas mesmo com dólar em queda no Brasil e avanço da safra no radar
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O mercado do café ampliou as perdas no decorrer desta quinta-feira (14), com os contratos futuros pressionados principalmente pelo avanço da safra brasileira e pela expectativa de maior oferta global no ciclo 2026/27. Mesmo com a queda do dólar no Brasil ao longo do dia, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços nas bolsas internacionais.
Em Nova York, o contrato julho/26 do arábica recuava 515 pontos, negociado a 275,60 cents/lbp. O setembro/26 caía 510 pontos, cotado a 268,30 cents/lbp.
No robusta, em Londres, o julho/26 perdia 78 pontos, negociado a US$ 3.482 por tonelada. O setembro/26 recuava 72 pontos, cotado a US$ 3.368 por tonelada, enquanto o novembro/26 também caía 72 pontos, valendo US$ 3.288 por tonelada.
O mercado continua acompanhando o avanço da colheita brasileira, principalmente do conilon no Espírito Santo, além da expectativa de maior entrada de café arábica nas próximas semanas em Minas Gerais e São Paulo. O clima mais seco nas principais regiões produtoras favorece os trabalhos no campo e aumenta a percepção de oferta mais ampla no curto prazo.
Além da pressão sazonal da safra, operadores seguem atentos à movimentação dos fundos e ao cenário global de oferta. A expectativa de produção elevada no Brasil e em outros países produtores continua limitando reações mais consistentes nas bolsas.
Apesar da queda do dólar frente ao real ao longo do dia, fator que normalmente poderia dar suporte às commodities, o mercado do café seguiu dominado pelo movimento vendedor e pela realização técnica após as altas registradas no início da semana.
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