Café fecha em alta com dólar acima de R$ 5 e estoques apertados no radar

Publicado em 13/05/2026 16:11 e atualizado em 13/05/2026 16:56
Mercado reagiu ao avanço do dólar e voltou a ganhar força em Nova Iorque e Londres

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O mercado do café encerrou a quarta-feira (13) com valorização nas bolsas internacionais, sustentado pelo avanço do dólar no Brasil, preocupação com a oferta global e estoques reduzidos certificados pela ICE.

Na ICE Futures US, em Nova Iorque, o café arábica fechou com leve alta. O contrato julho/26 subiu 60 pontos, encerrando negociado a 280,75 cents/lbp. O setembro/26 avançou 60 pontos, cotado a 273,40 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrou alta de 75 pontos, valendo 267,05 cents/lbp. 

Em Londres, o robusta também fechou em campo positivo. O julho/26 subiu 78 pontos, negociado a US$ 3.560 por tonelada. O setembro/26 avançou 77 pontos, cotado a US$ 3.440 por tonelada, enquanto o novembro/26 teve ganho de 72 pontos, encerrando a US$ 3.360 por tonelada.  

O mercado ganhou suporte ao longo do dia com a alta do dólar, às 15h26 o dólar à vista subia 2,18%, aos R$5,0017 na venda em meio ao aumento da cautela política e financeira no Brasil.

A valorização da moeda norte-americana costuma dar sustentação aos preços do café, já que melhora a competitividade das exportações brasileiras e influencia diretamente a formação dos preços internos. 

Além do câmbio, o mercado continua atento à oferta global. Os estoques certificados de café arábica da ICE seguem em níveis historicamente baixos, fator que mantém suporte para as cotações internacionais. Segundo análise do Barchart, a redução desses estoques continua sendo um dos principais elementos de sustentação para o mercado neste momento.

O clima no Brasil também segue no radar. As chuvas continuam ocorrendo de forma irregular em áreas produtoras do Sudeste, enquanto operadores acompanham o avanço da colheita do conilon e o início gradual da colheita do arábica.

No mercado físico brasileiro, os negócios continuam moderados. Produtores seguem cautelosos nas vendas diante da volatilidade das bolsas e das oscilações do dólar.

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Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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