Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
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O mercado do café iniciou esta sexta-feira (8) em recuperação nas bolsas internacionais após as fortes perdas registradas na sessão anterior. O movimento é acompanhado de perto pelo mercado brasileiro, que segue atento ao avanço da safra, às condições climáticas nas regiões produtoras e ao comportamento dos vendedores no mercado físico.
Por volta das 9h, horário de Brasília, o café arábica trabalhava em alta na ICE Futures US. O contrato maio/26 era negociado a 291,05 cents/lbp, ainda acumulando baixa de 840 pontos frente ao fechamento anterior. Já o julho/26 subia 425 pontos, cotado a 277,50 cents/lbp. O setembro/26 avançava 430 pontos, negociado a 269,45 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 405 pontos, valendo 262,90 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também operava no campo positivo. O maio/26 subia 24 pontos, negociado a US$ 3.662 por tonelada. O julho/26 avançava 20 pontos, cotado a US$ 3.452 por tonelada. O setembro/26 tinha alta de 10 pontos, valendo US$ 3.331 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 9 pontos, negociado a US$ 3.245 por tonelada.
Depois da forte liquidação observada na quinta-feira, o mercado tenta recuperação técnica nesta manhã. Ainda assim, operadores seguem cautelosos diante da entrada da safra brasileira e da expectativa de aumento gradual da oferta nas próximas semanas.
No mercado físico brasileiro, os negócios seguem lentos. Segundo informações do Escritório Carvalhaes, os compradores reduziram suas ofertas nos últimos dias e o mercado teve baixo volume de negociações. Apesar disso, o interesse comprador permanece para todos os padrões de café.
O clima também continua no radar. A atuação de uma frente fria e de um ciclone extratropical deve provocar aumento das chuvas em parte das regiões produtoras do Brasil ao longo dos próximos dias. Segundo a Climatempo, áreas de São Paulo, sul de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia devem receber precipitações pontuais, além de temperaturas mais baixas após a entrada de uma massa de ar polar.
Neste momento, porém, não há previsão de frio extremo ou risco de geadas para o cinturão cafeeiro brasileiro. As menores temperaturas devem ser registradas no sul de Minas Gerais, com mínimas ligeiramente abaixo de 10°C.
O mercado também acompanha o comportamento do dólar frente ao real e a atuação dos fundos nas bolsas internacionais, fatores que seguem ampliando a volatilidade do café neste início de maio.
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