Café reage no fim do dia e arábica dispara mais de 600 pontos enquanto robusta anda de lado
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O mercado do café encerrou a sexta-feira com comportamento misto nas bolsas internacionais. O arábica avançou de forma consistente em Nova York, enquanto o robusta teve movimentações mais limitadas em Londres, refletindo ajustes técnicos e influência cambial. O movimento foi acompanhado de perto por produtores, que buscam sinais mais claros após dias de volatilidade.
No fechamento, o café arábica registrou ganhos importantes. O contrato maio/2026 terminou cotado a 300,10 cents por libra-peso com alta de 640 pontos. O julho/2026 avançou para 295,90 cents com valorização de 635 pontos. Já o setembro/2026 subiu para 281,10 cents, com ganho de 530 pontos. A valorização foi sustentada principalmente pelo fortalecimento do real frente ao dólar, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras e tende a limitar a oferta externa, dando suporte às cotações.
A valorização da moeda brasileira diminui o incentivo de venda por parte dos produtores, restringindo o fluxo de café disponível e impulsionando os contratos futuros. Além disso, ajustes de posição de fundos contribuíram para o avanço do arábica ao longo da sessão.
No robusta, o comportamento foi mais lateralizado. O contrato maio/2026 fechou a 3.324 dólares por tonelada, alta de 14 pontos. O julho/2026 encerrou praticamente estável, a 3.239 dólares por tonelada, sem variação. Já o setembro/2026 registrou leve ganho de 2 pontos, cotado a 3.179 dólares por tonelada. O desempenho mais contido reflete oferta ainda confortável no mercado asiático e expectativas de embarques regulares, especialmente do Vietnã, que seguem pressionando movimentos mais fortes de alta.
Apesar disso, o suporte indireto do arábica e a influência cambial evitaram quedas mais acentuadas no robusta. Operadores indicam que o mercado segue atento ao ritmo da colheita brasileira e às condições climáticas, que podem alterar rapidamente o cenário de oferta.
O balanço do dia mostra que o arábica liderou as altas, sustentado pelo câmbio e ajustes técnicos, enquanto o robusta encontrou estabilidade diante da oferta global ainda mais disponível. Para o produtor rural, o movimento sinaliza oportunidade pontual de comercialização, mas com cautela, já que a volatilidade permanece elevada e o mercado segue sensível a fatores macroeconômicos e climáticos.
O cenário continua exigindo estratégia. Com o real forte e incertezas sobre produção, o mercado pode manter oscilações intensas nas próximas sessões, mantendo o radar ligado tanto no câmbio quanto na evolução da safra brasileira.
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