Preços do café fecham a 4ª feira (25) em lados opostos, consolidando as perdas recentes
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Os preços do café encerram a sessão desta quarta-feira (25) apresentando cenários opostos nas bolsas internacionais, com o arábica recuando moderadamente nos futuros mais próximos, e o robusta registrando ganho de mais de 1% em Londres.
Segundo informações da da Safras & Mercado, o mercado segue atento às informações sobre o clima para as regiões produtoras do Brasil e às estimativas privadas e do governo para a safra brasileira 2026. "Cresce o otimismo quanto a uma grande safra, com melhores condições climáticas, com chuvas mais frequentes no cinturão cafeeiro do país. Recentes aumentos nos estoques certificados da bolsa de NY também trouxeram ao mercado um sentimento de alívio em relação ao aperto na oferta. O mercado segue extremamente volátil, no entanto, e sujeito a correções de acordo com as notícias fundamentais e também às oscilações do dólar", completa ainda a consultoria.
De acordo com o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, o mercado já comprou a ideia que teremos a safra de café conilon disponível a partir de abril, com operações de colheita já começando no mês de março em Rondonia. "Consumidor industrial e tradings seguem comprando apenas o necessário para honrar seus compromissos", completa o analista.
Relatório da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia mostra que no Vietnã os cafeicultores continuam a primeira fase de irrigação, que já está quase 90% concluída,
promovendo uma floração uniforme para a safra de 2026/27, da qual aproximadamente 45% já foi vendida. "Os produtores estão se preparando para as festividades do Ano Novo Lunar e antecipando uma possível recuperação dos preços", completa o documento.
Em NY, o arábica encerra o dia registrando ganho de 5 pontos no valor de 288,30 cents/lbp no vencimento de março/26, uma baixa de 65 pontos negociado por 284,85 cents/lbp no de maio/26, e uma perda de 40 pontos no valor de 279,90 cents/lbp no de julho/26.
O robusta registra ganho de US$ 96 cotado por US$ 3,759/tonelada no contrato de março/26, uma alta de US$ 63 no valor de US$ 3,703/tonelada no de maio/26, e uma valorização de US$ 60 no valor de US$ 3,630/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
Informações da Reuters pontuam que a recente tendência de queda, que parece estar perdendo força, os agricultores brasileiros estão relutantes em vender aos preços atuais.
Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas, o Café Arábica Tipo 6 fecha o pregão com baixa de 2,56% em Araguari/MG no valor de R$ 1.900,00/saca, uma alta de 1,65% em Varginha/MG negociado por R$ 1.850,00/saca, e uma valorização de 0,56% em Machado/MG no valor de R$ 1.780,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra apenas com o ganho de 1,58% em Varginha/MG no valor de R$ 1.930,00/saca.
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