Após quedas, preços do café voltam ao patamar positivo na manhã desta 3ª feira (24)
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Os preços do café avançavam moderadamente nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (24), com o mercado ainda pressionado com a expectativa de uma safra brasileira recorde em 2026.
Segundo relatório da Pine Agronegócios, os últimos movimentos do mercado demonstram que o momento atual é de aperto na oferta de café e que a pressão sobre os contratos futuros tem uma base maior em posições especulativas, robôs de operações no mercado financeiro e operadores de fluxo.
De acordo com o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, o mercado já comprou a ideia que teremos a safra de café conilon disponível a partir de abril, com operações de colheita já começando no mês de março em Rondonia. "Consumidor industrial e tradings seguem comprando apenas o necessário para honrar seus compromissos. Creio que dificilmente vamos voltar a ter NY acima dos 350 centavos de dólar por libra-peso e Londres acima dos 4.500 US$/tonelada. Daqui pra frente apenas um efeito climático severo já prejudicando a safra 27/28 poderá ter esse efeito", completa o analista.
Perto das 9h40 (horário de Brasília), o arábica registrava alta de 80 pontos no valor de 281,95 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 60 pontos negociado por 278,65 cents/lbp no de maio/26, e uma valorização de 90 pontos no valor de 274,50 cents/lbp no de julho/26.
O robusta trabalhava com ganho de US$ 81 no valor de US$ 3,623/tonelada no contrato de março/26, um avanço de US$ 8 no valor de US$ 3,568/tonelada no de maio/26, e um aumento de US$ 19 cotado por US$ 3,508/tonelada no de julho/26.
Previsão do Climatempo aponta que a partir de quarta-feira as pancadas de chuva perdem intensidade sobre o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, mas seguem mais persistentes no Espírito Santo, que pode alcançar um volume de cerca de 30 mm. A segunda metade da semana e o final de semana também será marcada por instabilidades nas áreas produtoras de café, com pancadas ocorrendo de forma recorrente e persistente, com acumulados próximos de 20 mm, especialmente na quinta e sexta-feira. Já no Sul de Minas, são esperados os maiores volumes nesse período.
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