Preços do café seguem voláteis nas bolsas internacionais, pressionados pelo clima e oferta
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Os preços do café iniciam mais uma semana voláteis, e trabalhavam em lados opostos nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (29).
Após fortes ganhos na sessão de sexta-feira (26) devido às previsões de uma onda de calor
em importantes regiões produtoras de café no Brasil, perto das 10h (horário de Brasília), o arábica recuava nos futuros mais próximos em movimento de realização de lucros e ajustes técnicos. Já o robusta apresentava ganhos moderados, pressionado pela oferta do Vietnã.
Em 5 de dezembro, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações de café do país em novembro registraram um aumento de 39% em relação ao ano anterior, atingindo 88.000 toneladas, e que as exportações de janeiro a novembro cresceram 14,8% em relação ao ano anterior, totalizando 1,398 milhão de toneladas.
De acordo com informações da Reuters, com o aumento da oferta e o clima favorável para colheita e secagem de cerejas em meio à fraca demanda, os preços do robusta no mercado interno do Vietnã caíram para seu nível mais baixo desde março do ano passado. Diante deste cenário, negociantes locais contaram que os agricultores estariam recusando as ofertas de preços dos operadores, chegando ao ponto de comprar de volta os suprimentos
para fins de armazenamento, aguardando assim melhores preços para voltarem com as negociações. "O Vietnã continuará sendo o único fornecedor de robusta até que a mini-colheita da Indonésia comece em abril do próximo ano. Espera-se que os preços subam quando os agricultores pararem de liberar os grãos", disse um trader do cinturão do café a
agência.
Segundo o Barchart, as inundações generalizadas na Indonésia, que ameaçam reduzir as exportações do país em até 15% na safra de 2025/26, segundo relato do presidente da Associação de Exportadores e Indústria de Café da Indonésia, mantém os futuros do arábica pressionados. "As inundações afetaram cerca de um terço das fazendas de café arábica no norte de Sumatra nas últimas semanas, enquanto as plantações de robusta foram menos afetadas. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de robusta", completou o portal.
Perto das 10h, o arábica registrava então queda de 65 pontos no valor de 349,60 cents/lbp no vencimento de março/26, e um recuo de 50 pontos no de maio/26 e julho/26 negociado por 334,35 cents/lbp e 326,20 cents/lbp.
O robusta trabalhava com baixa de US$ 6 no valor de US$ 4,006/tonelada no contrato de janeiro/26, uma alta de US$ 30 cotado por US$ 3,888/tonelada no de março/26, e um aumento de US4 22 no valor de US$ 3,815/tonelada no de maio/26.
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