Café tem nova sessão de baixas nesta 2ª e arábica testa patamares abaixo dos US$ 3,40 em NY
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Apesar de altas expressivas em boa parte das commodities negociadas nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (02), os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York recuam novamente e já operam abaixo dos US$ 3,40 por libra-peso nas posições mais negociadas. As baixas, por volta de 9h30 (horário de Brasília), variavam entre 0,8% e 1% nos principais contratos, levando o julho a 339,65 e o dezembro a 332,40 cents de dólar por libra-peso. O março/26 já trabalhava abaixo dos US$ 3,30, sendo cotado a 327,80 cents/lb.
O mercado continua a ser pressionado por seus fundamentos de oferta, com a chegada das novas safras do Brasil. "Com a colheita da nova safra do Brasil, maior produtor mundial, avançando, fundos e especuladores pressionam as cotações do robusta e do arábica", afirma o diretor do escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
Ainda segundo o especialista,as colheitas de ambas as variedades avançam bem e trazem números importantes, que pesam sobre as cotações. "Os primeiros números das duas colheitas, parecem confirmar as previsões de agrônomos e cafeicultores: Uma safra maior para o conilon, quando comparada à de 2024, e a de arábica, menor que a safra atual. Mas ainda é cedo para conclusões mais seguras", afirma Carvalhaes.
Ainda assim, os traders permanecem atentos a um mercado que vem buscando seu equilíbrio entre oferta e demanda, ainda buscando driblar os estoques historicamente baixos que registrou nas últimas temporadas.
No financeiro, as atenções também estão redobradas. A guerra entre Rússia e Ucrânia volta a escalar, as relações entre China e Estados Unidos estão novamente bastante tensionadas, ao passo em que o petróleo dispara mais de 4% e o dólar index cai, trabalhando abaixo dos 99 mil pontos nesta segunda-feira.
Na Bolsa de Londres, os futuros do robusta também operavam em campo negativo, perdendo entre 60 e 77 dólares por tonelada entre as posições mais negociadas. Assim, o julho tinha US$ 4438,00 por tonelada, enquanto o novembro valia US$ 4352,00.
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