Produtores de café do Brasil não têm pressa de vender a nova safra, diz Hedgepoint
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(Reuters) - A colheita brasileira de café de 2025 teve um início lento e os agricultores bem capitalizados não estão com pressa para vender os grãos, afirmou a corretora e analista Hedgepoint Global Markets em um relatório nesta terça-feira.
Estima-se que os agricultores do maior produtor e exportador mundial de café tenham colhido 7% da safra até o momento, abaixo da média histórica de 10% para esta época do ano.
A colheita do Brasil é fundamental para o mercado de café, já que o país responde por cerca de 40% do comércio global. Os estoques nos países consumidores estão se esgotando, pois os processadores compraram apenas o necessário em meio ao aumento dos preços do café.
"Alguns agricultores podem optar por esperar um pouco mais antes de aumentar o ritmo da colheita, dando mais tempo para a maturação, já que estão bem capitalizados", disse a analista de café da Hedgepoint, Laleska Moda.
A colheita do café robusta atingiu 11%, informou a empresa, enquanto a colheita do arábica está em apenas 4%.
Moda disse que os produtores brasileiros de robusta enfrentaram maior concorrência no mercado de exportação após a boa produção na Indonésia.
Em vez disso, eles podem acabar vendendo um volume maior para torrefadores locais, que estão aumentando o uso de robusta em suas misturas para tentar reduzir os custos mais altos dos grãos arábica.
A analista disse que a menor disponibilidade de arábica no Brasil ampliou a diferença de preço entre esse tipo de café e o robusta, levando o setor local a comprar mais deste último.
(Reportagem de Marcelo Teixeira em Nova York)
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