Safras eleva previsão de colheita de café do Brasil e agora vê queda de 1% ante 2024
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SÃO PAULO (Reuters) - A produção brasileira de café 2025/26 foi estimada nesta sexta-feira em 65,51 milhões de sacas de 60 quilos, aumento de quase 5% na comparação com a previsão anterior, segundo avaliação da consultoria Safras & Mercado.
Com uma revisão para cima na produção de grãos arábicas e canéforas, a Safras vê agora uma queda de apenas 1% em relação à safra passada no maior produtor e exportador global da commodity.
No início da semana, a estatal Conab também elevou sua projeção de safra brasileira de café, mas vê possibilidade de crescimento anual.
Conforme a consultoria, a safra de café arábica 2025/26 do Brasil foi estimada em 40,46 milhões de sacas, ante pouco mais de 38 milhões sacas na previsão anterior. Apesar do ajuste, a Safras projeta uma queda de 11% na comparação anual.
Já a colheita de café canéfora (robusta e conilon) foi vista em cerca de 25 milhões sacas, 1 milhão acima da previsão anterior, com um aumento anual de 20%.
"Há trajetórias bem distintas nas safras de arábica e de conilon...", disse o consultor de Safras & Mercado, Gil Barabach, em nota.
Ele lembrou que houve uma melhora na perspectiva da safra de café arábica do Brasil desde o final de dezembro, quando foi feita a última atualização e a análise estava fortemente influenciada pelo pessimismo causado pela baixa fixação das floradas.
No início de 2025, com os frutos já se formando nos pés, a perspectiva de safra melhorou, e os produtores passaram a demonstrar maior otimismo quanto ao resultado produtivo.
"Agora, com o início dos trabalhos de colheita, prevalece a expectativa de uma produção ligeiramente superior à indicada pelos primeiros sinais observados no período pós-florada", avaliou.
Para Barabach, no caso do canéfora, a renovação do parque cafeeiro, os fortes investimentos estimulados pelos preços elevados e o clima favorável sustentam o avanço da produção.
O consultor de Safras ponderou que as impressões ainda precisam ser validadas com o avanço dos trabalhos de colheita e beneficiamento, pois há incerteza quanto ao efeito do último bolsão de calor sobre a granação, ocorrido entre fevereiro e março.
(Por Roberto Samora e Gabriel Araujo)
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