Com dólar em queda e oferta ajustada, café se volta aos fundamentos e fecha fortes ganhos nas bolsas internacionais
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Os preços do café se consolidaram altos no fechamento da sessão desta sexta-feira (11). De acordo com o Barchart, a queda do dólar index para a mínima em três anos impulsionou a cobertura de posições vendidas em futuros de café. Além disso, os temores diante de uma oferta limitada voltaram a pressionar os futuros.
Para o diretor executivo da MM Cafés, Marcus Magalhães, o mercado cafeeiro vive um momento épico: "Temos aí as projeções mais pessimistas para a safra 2025 que apontam algo em torno dos 50 milhões de sacas e as mais otimistas que estimam entre 64-65 milhões. Se analisarmos o que tivemos de compromisso no ano passado entre exportações e consumo, a mais otimista ainda deixa um déficit de 5 a 8 milhões de sacas, e a mais pessimista, um buraco de 10 a 12 milhões", explicou.
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Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, os estoques de café são baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores, e os problemas climáticos se sucedem em todo o mundo, com isso, os preços tendem a se sustentar mais altos.
A colheita no Brasil se aproxima, mas a safra foi prejudicada pela seca e calor excessivos. De acordo com o engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação Procafé, André Moraes, o veranico brasileiro deste ano também afetou a granação/maturação dos grãos de café, e a baixa densidade dos frutos pode aumentar ainda mais o percentual de quebra já prevista para safra brasileira 2025.
O arábica encerra o dia com alta de 1.485 pontos no valor de 357,70 cents/lbp no vencimento de maio/25, um avanço de 1.200 pontos negociado por 353,60 cents/lbp no de julho/25, um ganho de 1.035 pontos no valor de 347,80 cents/lbp no de setembro/25, e um aumento de 860 pontos no valor de 341,25 cents/lbp no de dezembro/25.
Já o robusta registra o ganho de US$ 162 no valor de US$ 5,099/tonelada no contrato de maio/25, uma valorização de US$ 153 cotado por US$ 5,049/tonelada no de julho/25, um aumento de US$ 138 no valor de US$ 4,971/tonelada no de setembro/25, e uma alta de US$ 132 negociado por US$ 4,899/tonelada no de novembro/25.
Mercado Interno
Os preços no mercado físico brasileiro acompanharam os ganhos da bolsa de NY e fecharam o pregão com alta nas áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.
Ainda de acordo com o Escritório Carvalhaes, há interesse´do comprador para todos os padrões de café, entretanto, nas bases de preços oferecidas no mercado, os vendedores recuam e poucos negócios são concluídos. "O volume de vendas continua abaixo do necessário para atender às necessidades do consumo interno e exportação".
O Café Arábica Tipo 6 registra ganho de 2,86% no valor de R$ 2.520,00/saca em Varginha/MG, um aumento de 2% em Franca/SP negociado por R$ 2.550,00/saca, e uma alta de 2,13% no Oeste da Bahia no valor de R$ 2.400,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com alta de 3,17% em Varginha/MG cotado por R$ 2.600,00/saca, e uma valorização de 0,75% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.555,00/saca.
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