FENICAFÉ: Recuperação da cafeicultura deve demorar e produção só deve se fortalecer em 2027, diz especialista
O engenheiro agrônomo Roberto Santinato, analisou o atual cenário da produção de café no Brasil, durante o painel Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2024/2025 e 2025/2026, na Fenicafé 2025. Segundo ele, a combinação de adversidades climáticas e dificuldades financeiras vem comprometendo de forma generalizada a produtividade nas lavouras.
Santinato destacou perdas severas, especialmente em áreas de sequeiro e lavouras mais antigas, com quebras que podem chegar a 60% ou 70% da produção esperada. As lavouras irrigadas também não escaparam dos impactos, com estresse hídrico prolongado desde julho do ano passado. Para o agrônomo, a estimativa de 70 milhões de sacas para a atual safra é irreal e inflada por especulações de mercado. "Essa média não existe, nunca existiu", afirmou.
Apesar do momento de preços elevados no mercado, poucos conseguiram aproveitar essa valorização de forma plena. A corrida por mudas, segundo ele, gerou um novo problema: plantações feitas às pressas e sem estrutura, especialmente entre os pequenos produtores.
Para Santinato, a recuperação da cafeicultura brasileira deve ser lenta. Ele estima que uma produção mais robusta só deverá ser possível a partir de 2027, já que 2026 ainda refletirá os impactos da seca e da falta de investimentos adequados. “A quebra é real e não vai recuperar tão fácil”, alertou. O painel reforçou o desafio de equilibrar produtividade e sustentabilidade em meio a um cenário climático e econômico incerto.
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