Volatilidade segue conduzindo os preços do café e bolsas internacionais andavam em lados opostos na manhã desta 6ª feira (21)
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Os preços do café seguem trabalhando com fortes oscilações e recuavam moderadamente na bolsa de NY, enquanto registrava alta moderada em Londres na manhã desta sexta-feira (21).
De acordo com o superintendente comercial da Cooxupé, Luiz Fernando dos Reis, estamos convivendo com muita instabilidade climática, o câmbio climático está impactando diretamente nos preços futuros do café, e a inversão do mercado tem deixado muitos participantes ausentes. "A falta de dinheiro para a liquidez internacional tem sido um ponto muito importante neste momento e precisamos ver como essa demanda virá para a nova safra. A especulação de fundos é o que está ocasionando este sobe e desce dos preços nas bolsas internacionais nos últimos dias", completou o superintendente.
Segundo boletim do Escritório Carvalhaes, os fundamentos do mercado permanecem os mesmos: os estoques são baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores,
e os problemas climáticos se sucedem em todo o mundo. As altas temperaturas no decorrer do verão brasileiro prejudicaram o crescimento dos frutos da safra 2025, e muitos agrônomos já se preocupam com o impacto das temperaturas deste verão, encerrado ontem, sobre a produção cafeeira do Brasil em 2026.
Perto das 9h40 (horário de Brasília), o arábica registrava queda de 240 pontos nos vencimentos de maio/25 e julho/25 negociado por 389,75 cents/lbp e 382,95 cents/lbp, e uma baixa de 215 pontos no valor de 376,00 cents/lbp no de setembro/25.
Já o robusta trabalhava com baixa de US$ 60 no valor de US$ 5.512/tonelada no contrato de março/25, um ganho de US$ 2 cotado por US$ 5.499/tonelada no de maio/25, um aumento de US$ 4 no valor de US$ 5.486/tonelada no de julho/25, e uma alta de US$ 6 no valor de US$ 5.431/tonelada no de setembro/25.
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