Setor cafeeiro dos EUA pede a governo Trump que isente o produto de tarifas
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Por Marcelo Teixeira e Seher Dareen
NOVA YORK (Reuters) - A Associação Nacional do Café (NCA) dos Estados Unidos pediu ao governo Trump que isentasse o produto de quaisquer tarifas, dizendo que as tarifas adicionais já adotadas sobre Canadá e México poderiam aumentar os preços nos EUA em até 50%.
Em uma carta vista pela Reuters, o presidente e CEO da NCA, Bill Murray, disse ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que não há alternativa ao café importado, "ao contrário de outros casos em que as tarifas podem abordar práticas injustas ou incentivar os produtores domésticos".
A NCA tem mais de 200 membros, incluindo importadores, exportadores, comerciantes, corretores, torrefadores e varejistas de café. O grupo disse que o setor contribui com US$343 bilhões por ano para a economia dos EUA, sendo que três em cada quatro norte-americanos são consumidores regulares de café.
O setor cafeeiro norte-americano é altamente interconectado, com operações de torrefação, embalagem e comércio nos EUA, Canadá e México, de modo que as tarifas adicionais dos EUA criaram grande incerteza.
A maioria dos tipos de café está excluída do acordo de livre comércio USMCA entre EUA, México e Canadá, de modo que provavelmente estariam sujeitos às tarifas extras imediatamente quando a tarifa adicional de 25% dos EUA entrar em vigor.
A NCA também solicitou ao governo que se abstivesse de impor tarifas aos países produtores de café, afirmando que isso teria "consequências ainda mais significativas".
Os EUA são o maior importador e consumidor mundial da bebida.
O Brasil é o maior fornecedor de café para os Estados Unidos, que também compram grandes quantidades da Colômbia e de outros países da América Central e do Sul. Algumas dessas nações estão em negociações com o governo norte-americano.
A possibilidade de tarifas sobre a América do Sul foi um dos fatores citados pelos traders como impulso para o recente recorde de preços do café, que subiu mais de US$4 por libra-peso no mercado atacadista em fevereiro.
(Reportagem de Marcelo Teixeira e Seher Dareen)
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