Comissão Nacional do Café define prioridades para 2025 e discute PL dos Safristas
A Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na terça (25) para fazer um balanço das principais conquistas de 2024 e definir as prioridades do setor para este ano.
O encontro foi coordenado pelo presidente da Comissão, Fabrício Andrade, e pela assessora técnica da CNA, Raquel Miranda.
Entre os temas estratégicos para 2025, destacam-se o programa Cafés Diferenciados, a ampliação da base de apoio parlamentar em Brasília, o incentivo ao uso de bioinsumos e drones na cafeicultura, o rebranding dos cafés do Brasil, a atualização do parque cafeeiro e a implementação do projeto Cafés CNA.
“Nós avançamos significativamente em 2024 e, para este ano, o objetivo é aprimorar a gestão de forma estratégica, além de fortalecer a representação política em defesa dos interesses da cafeicultura como um todo”, afirmou Fabrício Andrade.
Ele explicou que as principais frentes de atuação da Comissão estarão organizadas em cinco eixos: agregação de valor, sustentabilidade, tecnologia, apoio parlamentar e proximidade com os sindicatos.
Outro ponto debatido na reunião foi o Projeto de Lei 715/2023, de autoria do deputado Zé Vitor (PL/MG), que permite ao trabalhador rural continuar recebendo os benefícios do Bolsa Família mesmo quando estiver com contrato temporário durante a safra.
O coordenador de Relações do Trabalho e Previdência Social da CNA, Rodrigo Hugueney, informou que o PL já foi aprovado na Câmara dos Deputados e aguarda envio ao Senado Federal. No entanto, segundo ele, o projeto enfrenta resistência do governo.
A coordenadora adjunta da área de Relações Institucionais da CNA, Carolina Rebello, reforçou que o setor está trabalhando em parceria com o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para garantir o avanço do projeto.
“Nosso objetivo é solucionar essa dificuldade enfrentada pelos trabalhadores e viabilizar sua formalização. Essa pauta é essencial para o setor cafeeiro”, ressaltou.
Durante o encontro, foi apresentado o novo segundo vice-presidente da Comissão, o produtor de café, Ademar Pereira, que também é presidente do Sindicato Rural de Caconde (SP).
“Sou da quarta geração de produtores de café, uma cultura que movimenta a economia da nossa região. Estou fascinado com a oportunidade de contribuir para a defesa da cafeicultura”, destacou.
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