Mercado cafeeiro se mantém volátil e sustentado pela estimativa da quebra da safra 2025/25 nesta 3ª feira (28)
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No início da manhã desta terça-feira (28), os preços do café trabalhavam com ajustes técnicos e realização de lucros, apresentando assim quedas moderadas em NY e Londres.
Segundo o portal internacional Bloomberg, as safras fracas em grandes produtores, incluindo Brasil e Vietnã, já prejudicaram o fornecimento de café. A USDA projetou que os estoques finais globais na temporada 2024-25 cairão para uma baixa de 25 anos .
Perto das 9h (horário de Brasília), o arábica registrava queda de 10 pontos no valor de 349,10 cents/lbp no contrato de março/25, uma baixa de 30 pontos no valor de 343,85 cents/lbp no de maio/25, um recuo de 20 pontos negociado por 337,25 cents/lbp no de julho/25, e uma baixa de 35 pontos no valor de 328,00 cents/lbp
no de setembro/25.
O robusta trabalhava com baixa de US$ 35 no valor de US$ 5.425/tonelada no vencimento de março/25, uma queda de US$ 30 negociado por US$ 5.390/tonelada no de maio/25, um recuo de US$ 23 cotado por US$ 5.316/tonelada no de julho/25, e uma desvalorização de US$ 26 no valor de US$ 5.214/tonelada no de setembro/25.
Relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA aponta que pelo quinto ano consecutivo, a safra brasileira de café não atingirá seu potencial, desta vez associada ao longo período de seca de 2024 que comprometeu de maneira importante o pegamento das floradas das lavouras, principalmente de arábica. Para 2025/26, a consultoria estima um total de 64,4 milhões de sacas, sendo 40,9 milhões de arábica e 23,5 milhões de robusta, de modo que o total a ser colhido deverá ser 3% menor frente às de 2024/25.
Já a primeira estimativa da safra brasileira de café para 2025 divulgado hoje de manhã pela Conab estima uma produção total de 51,8 milhões de sacas de café beneficiado, representando assim uma redução de 4,4% em relação à safra anterior. Para o café arábica, a estimativa aponta uma produção de 34,7 milhões de sacas, uma queda de 12,4% em relação ao ano anterior, e para o café conilon a produção deverá alcançar 17,1 milhões de sacas, um crescimento expressivo de 17,2%, impulsionado principalmente pelos bons resultados no Espírito Santo.
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