Café tem nova disparada em NY nesta 6ª, busca os US$ 3,30/lb e preços no BR continuam superando os R$ 2 mil/saca
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Os preços do café continuaram intensificando seus ganhos na Bolsa de Nova York e terminaram o pregão desta sexta-feira (6) altas de quase 5% nos contratos mais negociados. O mercado operou em alta durante todo o dia e encontrou espaço para altas ainda mais intensas no final da sessão, levando o março aos 328,90 cents de dólar por libra-peso, o maio aos 326,40 e o julho aos 320,70 centavos/lb. O contrato dezembro, que nos próximos dias já tem suas negociações encerradas, fechou o dia acima dos 330 cents de dólar.
"Os preços do café subiram acentuadamente pelo segundo dia. Preocupações de que os estoques permanecerão apertados estão impulsionando as cotações", afirmaram os analistas de mercado do portal internacional Barchart. Os atuais patamares de preços praticados nas bolsas internacionais são os mais altos em quase 50 anos.
Após as quedas fortes, no início da semana, em um movimento de realização de lucros, reposicionamento e ajustes, os contratos de café na ICE Futures US e na ICE Europe, registraram mais dia desta semana trabalhando em alta, com ganhos expressivos", afirma o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
O especialista complementa dizendo que o avanço que volta a acometer os preços são, ainda, reflexo de fundamentos já conhecidos pelo mercado.
"Os problemas climáticos persistem e são globais, prejudicando a produção de café em todos os principais países produtores; os estoques de segurança são baixos, tanto nos países produtores como nos consumidores; após a chegada das chuvas, e a consequente abertura da principal florada, as informações sobre queda forte de flores nos cafezais brasileiros são crescentes, apontando para uma quebra significativa de volume na próxima safra brasileira de café 2025; a aproximação do período de inverno no hemisfério norte, quando o consumo de café cresce significativamente, e a resistência dos cafeicultores brasileiros em vender café nestes meses finais de 2024. Há estimativas de que apenas 20 % da atual safra brasileira 2024 ainda esteja em mãos de produtores".
MERCADO BRASILEIRO
Com essa nova disparada das cotações em Nova York aliada a uma alta de 1% do dólar frente ao real, os preços do café no mercado físico brasileiro voltaram a subir nesta sexta-feira, ainda operando acima dos R$ 2000,00 por saca.
Para o arábica tipo 6 bebida dura bica corrida, as praças de comercialização acompanhadas pelo Notícias Agrícolas registraram ganhos de até 6,76%, como foi o caso Machado/MG, levando a saca a R$ 2210,00. Em Franca, a referência já chegou aos R$ 2280,00. Para o cereja descascado, altas de até 4,05% foram registradas, com a saca em Campos Gerais/MG sendo cotada a R$ 2205,00 e em Espírito Santo do Pinhal/SP a R$ 2220,00.
"O mercado físico brasileiro permaneceu lento, com poucos negócios fechados. Há muito interesse comprador para todos os padrões de café, para exportação e consumo interno, porém o interesse vendedor neste final de ano não é grande", afirma Eduardo Carvalhaes.
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