Mercado cafeeiro inicia 3ª feira (22) com ganhos nas cotações futuras
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As chuvas significativas chegaram para grande parte das áreas cafeeiras do Brasil, após longo período de estiagem, e contribuíram para abertura das floradas. Porém, produtores ouvidos pela produção do Notícias Agrícolas relatam que suas lavouras estão com flores, mas com poucas folhas, e devido ao longo estresse hídrico muitos grãos já abortaram, prejudicando assim a produtividade do cafezal.
De acordo com Safras & Mercado, as preocupações com a safra de café 2025 do Brasil seguem como foco no mercado.
Boletim divulgado pelo Escritório Carvalhaes mostra que mesmo que as chuvas que começaram a cair sobre as lavouras de café se mostrem regulares, elas irão diminuir o ritmo dos estragos, mas não recuperarão o muito que já foi perdido. "Já existem danos, e não são pequenos, na formação da próxima safra brasileira de café 2025", completa o documento.
Diante deste cenário de preocupações, perto das 8h40 (horário de Brasília) desta terça-feira (22), os preços do café registravam ganhos nos vencimentos futuros nas bolsas de NY e Londres.
O arábica avançava com 150 pontos negociado por 253,20 cents/lbp no contrato de dezembro/24, uma alta de 140 pontos no valor de 251,85 cents/lbp no de março/25, e um aumento de 160 pontos no valor de 250,15 cents/lbp no de maio/25.
Já o robusta registrava ganho de US$ 7 no valor de US$ 4.584/tonelada no vencimento de novembro/24, um aumento de US$ 12 no valor de US$ 4.515/tonelada no de janeiro/25, e uma alta de US$ 14 no valor de US$ 4.419/tonelada no de março/25.
Segundo o analista de mercado do Safras & Mercado, Gil Barabach, existe um pessimismo em relação à produção de arábica perante o mercado, embora isso possa ser amenizado com o avanço das chuvas e o surgimento das floradas. Ele não descarta uma surpresa produtiva positiva mais adiante. Já no caso do robusta brasileiro, a expectativa é mais otimista, uma vez que o clima, embora longe do ideal, não foi tão adverso para produção da variedade.
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