Safra brasileira volta a pesar e café encerra com desvalorização em NY
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O mercado futuro do café arábica encerrou o primeiro pregão da semana com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Acompanhando a safra brasileira e as condições climáticas nas demais origens, a volatilidade deve ser mantida nos próximos dias.
Setembro/24 teve queda de 290 pontos, negociado por 222 cents/lbp, dezembro/24 registrou queda de 270 pontos, valendo 220,90 cents/lbp, março/25 teve desvalorização de 265 pontos, cotado por 219,75 cents/lbp e maio/25 teve queda de 265 pontos, valendo 218,50 cents/lbp.
O arábica voltou a ser pressionado pelo andamento da safra do Brasil. "Os preços do café estão sendo pressionados pelo ritmo mais rápido da colheita de café no Brasil. A consultoria Safras & Mercado informou na última sexta-feira que a colheita de café 2024/25 do Brasil foi 29% concluída em 4 de junho, mais rápido do que os 26% do ano passado na mesma época e mais rápido do que a média de 5 anos de 27%", destacou a análise do site internacional Barchart.
Em Londres, o robusta também recuou, mas ainda encerrou acima de US$ 4 mil a tonelada. Setembro/24 teve queda de US$ 46 por tonelada, negociado por US$ 4082, novembro/24 teve baixa de US$ 53 por tonelada, valendo US$ 3925, janeiro/25 teve desvalorização de US$ 61 por tonelada, cotado por US$ 3759 e março/25 teve baixa de US$ 71 por tonelada, valendo US$ 3623.
De acordo com informações da Reuters, as exportações de café do Vietnã nos primeiros cinco meses deste ano somaram 817.514 toneladas métricas, uma queda de 5,8% em relação ao ano anterior, mostraram dados da alfândega do país nesta segunda-feira.
O Vietnã, maior produtor e exportador de café robusta, exportou 79.358 toneladas métricas do produto em maio, uma queda de 47,8% em relação ao mês anterior, segundo os dados.
No Brasil, apesar da queda no cenário internacional, o café manteve a estabilidade nas principais praças de comercialização do país. Confira o fechamento aqui.
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