Cadeia produtiva participa de prática de campo em cafeicultura regenerativa
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, ontem, 21 de fevereiro, do terceiro encontro da Plataforma Global do Café (GCP) sobre agricultura regenerativa, realizado em Divinolândia (SP). Sediado pela Associação dos Cafeicultores de Montanha de Divinolândia (APROD), o evento reuniu representantes da cadeia produtiva e teve como objetivo promover uma experiência prática em cafeicultura regenerativa e evoluir as discussões para a definição desse conceito, que norteará as ações do Plano 2030 do Programa Brasil da GCP.
Segundo a gestora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Cecafé, Silvia Pizzol, em visita a propriedades de cafeicultores associados à APROD, foi possível observar a adoção de algumas práticas, a exemplo da cobertura vegetal intensa e diversa na entrelinha do café, que promove melhoria das condições químicas, físicas e biológicas do solo, bem como maior biodiversidade nos cafezais, com impactos positivos no manejo integrado de pragas, reduzindo a dependência de insumos externos.
Os debates sobre os impactos da adoção das práticas de agricultura regenerativa no fortalecimento da vida do solo foram enriquecidos com exposições dos especialistas Teotonio Soares de Carvalho, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), e Guilherme Chaer, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que comentaram a importância do efeito rizosfera na liberação de nutrientes no solo e como a roçagem das plantas de cobertura e a poda do cafeeiro potencializam esse efeito.
Durante as discussões, o Cecafé expôs sua experiência de mensuração, com base em dados de campo, dos benefícios climáticos da adoção das práticas regenerativas discutidas ao longo do dia, principalmente o maior aporte de matéria orgânica no solo, a manutenção de cobertura vegetal intensa e diversa na entrelinha do café e a substituição das fontes minerais de adubação nitrogenada.
“A pesquisa promovida pelo Cecafé, com condução científica do professor Carlos Cerri, da Esalq/USP, e do Imaflora, destacou a magnitude do serviço ambiental associado à adoção dessas boas práticas na cafeicultura brasileira, pois foi obtido um balanço negativo de carbono da ordem de 10,5 t CO2eq/ha de café cultivado”, conclui Silvia.
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