Negócios de café do Brasil são lentos, melhora do clima pressiona preços, diz Cepea
![]()
SÃO PAULO (Reuters) - Os negócios efetivos envolvendo café brasileiro estão bastantes lentos neste começo de 2024, enquanto muitos vendedores e também compradores ainda seguem afastados do mercado spot nacional, avaliou nesta terça-feira relatório do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
"Agentes consultados pelo Cepea acreditam que a comercialização do grão deve começar a ganhar ritmo a partir desta ou da próxima semana", disse o Cepea.
O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, fechou a 973,26 reais/saca na segunda-feira, recuo de 3% frente ao da terça-feira anterior.
"A pressão sobre os valores vem da melhora do clima em importantes regiões brasileiras produtoras de arábica. Chuvas mais consistentes foram verificadas especialmente no Cerrado Mineiro, em parte do Sul de Minas e na Zona da Mata mineira", disse o Cepea.
Em São Paulo, choveu na região da Mogiana, e também um pouco na de Garça.
No Espírito Santo, precipitações também melhoraram as condições dos cafezais de arábica no Sul do Estado, disse o relatório.
A oferta mais restrita de robusta/conilon tem sustentado as cotações dos canéforas.
O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, encerrou a 767,92 reais/saca de 60 kg na segunda-feira, avanço de 1% em relação à terça anterior.
No campo, chuvas no Espírito Santo favoreceram as lavouras de robusta do norte do Estado.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais