Em dia de dados oficiais, preocupação com oferta global se mantém e arábica e conilon avançam
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O mercado futuro do café arábica voltou a operar com mais de 1% de valorização para os preços no pregão desta quinta-feira (14) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 12h16 (horário de Brasília), março/24 tinha alta de 340 pontos, negociado por 192 cents/lbp, maio/24 teve valorização de 280 pontos, cotado por 188,10 cents/lbp, julho/24 teve valorização de 275 pontos, valendo 188 cents/lbp e setembro/24 tinha valorização de 265 pontos, negociado por 188,70 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o tipo conilon também voltou a subir, após iniciar o dia com ajustes negativos. Março/24 tinha alta de US$ 27 por tonelada, negociado por US$ 2796, julho/24 tinha alta de US$ 26 por tonelada, valendo US$ 2741, julho/24 avançava US$ 22 por tonelada, negociado por US$ 2686 e setembro/24 tinha alta de US$ 16 por tonelada, negociado por US$ 2630.
O setor continua monitorando as condições do tempo no Brasil, com bastante preocupação com as altas temperaturas no Brasil. As chuvas também apresentaram irregularidade, o que mantém o mercado com bastante volatilidade, mas ainda com suporte de valorização.
As cotações avançam mesmo após a Conab divulgar os dados da safra de 2023 nesta manhã. A produção brasileira de café atinge uma colheita de 55,1 milhões de sacas beneficiadas, um crescimento de 8,2% em relação ao ciclo de 2022.
O bom resultado é reflexo da recuperação da produção das lavouras de café arábica, que representa 70,7% do volume total de café produzido no país. Com produção de 38,9 milhões de sacas, crescimento de 18,9% sobre a safra anterior, esta espécie apresenta incremento de 2,3% na área em produção, aliado ao ganho estimado em 16,2% na produtividade, ocasionado pelas condições climáticas mais favoráveis em relação às últimas duas safras.
Se o arábica registra alta na produção, para o conilon é esperada uma queda de 11,2% em relação à safra passada. A colheita estimada pela Conab chega a 16,17 milhões de sacas.
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