Com produtor retraído e preocupação com oferta no radar, café abre mês com valorização
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O mercado futuro do café arábica abriu as negociações desta terça-feira (1º) estendendo os ganhos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Esse é o segundo dia de valorização seguido em Nova York, mas ainda assim o produtor brasileiro continua resistente e aguarda por novos patamares de preços. Os estoques certificados continuam baixos.
"Os compradores subiram suas ofertas bem menos do que a alta em NY permitia subir. O resultado foi que os produtores continuaram retraídos e poucos negócios foram fechados. O volume de negócios continua pequeno para esta época de início de ano safra", destacou a última análise do Escritório Carvalhaes.
Por volta das 09h14 (horário de Brasília), setembro/23 tinha alta de 180 pontos, negociado por 166,45 cents/lbp, dezembro/23 tinha alta de 150 pontos, valendo 166,05 cents/lbp, março/24 tinha valorização de 145 pontos, negociado por 166,70 cents/lbp e maio/24 tinha alta de 105 pontos, valendo 167,50 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o tipo conilon também avança nesta manhã. Setembro/23 tinha alta de US$ 30 por tonelada, negociado por US$ 2651, novembro/23 tinha alta de US$ 37 por tonelada, valendo US$ 2513, janeiro/24 tinha valorização de US$ 32 por tonelada e março/24 tinha alta de US$ 28 por tonelada, cotado por US$ 2392.
Os analistas, no entanto, afirmam que é preciso que o produtor esteja atento ao mercado para não perder oportunidades e ficar com a margem ainda mais apertada. A tendência é que nas próximas semanas o cenário seja de pressão com a entrada da nova safra do Brasil no mercado. Afirmam ainda que condições climáticas adversas e fatores externos, como câmbio e crise mundial, podem dar novo suporte de valorização aos preços.
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