Café tem pressão da colheita brasileira e perde 2,44% no acumulado semanal
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O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta semana com desvalorização para os principais contratos nas bolsas de Nova York e Londres. As boas condições do tempo para avanço da safra brasileira continua pressionando as cotações e o mercado segue registrando pouca liquidez.
Em Nova York, o contrato de arábica com vencimento em setembro/23 teve baixa de 355 pontos, negociado por 157,90 cents/lbp, dezembro/23 teve queda de 350 pontos, cotado por 158,20 cents/lbp, março/24 teve queda de 350 pontos, valendo 159,45 cents/lbp e maio/24 teve baixa de 345 pontos, cotado por 160,50 cents/lbp. No acumulado semanal o contrato referência recuou 2,44% em comparação com o fechamento da última sexta-feira (21).
"Depois de registrar uma alta de 1 mês na segunda-feira, os preços do café arábica estiveram sob pressão no restante da semana, já que as condições de seca no Brasil aceleraram a colheita de café do país", destacou a agência internacional Barchart.
Os modelos meteorológicos continuam indicam tempo firme para avanço da safra brasileira nos próximos dias. Além disso, a expectativa também é elevada em relação à qualidade da safra, já que as condições têm contribuído para o processo pós-colheita nas principais áreas do parque cafeeiro. Também não há previsão de frio intenso ou geada para áreas de café nos próximos dias.
Por outro lado, com as baixas nos preços, os produtores continuam participando do mercado apenas a medida que precisa fazer caixa. Analistas ressaltam, no entanto, que é importante que o cafeicultor esteja atento para não perder oportunidades e ficar com a margem ainda mais apertada.
Em Londres, apesar da preocupação com a oferta do conilon, o resultado semanal também foi de desvalorização. Setembro/23 teve queda de US$ 85 por tonelada, valendo US$ 2588, novembro/23 teve baixa de US$ 62 por tonelada, valendo US$ 2437, janeiro/24 teve queda de US$ 48 por tonelada, cotado por US$ 2370 e março/24 registrou queda de US$ 45 por tonelada, valendo US$ 2322. No acumulado semanal o contrato referência recuou 0,54%.
"Os estoques de café robusta monitorados pela ICE na sexta-feira caíram para uma baixa recorde de 5.205 lotes (dados históricos desde 2016). Além disso, os estoques de café arábica monitorados pela ICE caíram na sexta-feira para 528.752 sacas, o menor nível em 8 meses", complementa a análise internacional.
No Brasil, o físico acompanhou o mercado internacional e também encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,44% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 800,00, Machado/MG teve queda de 2,47%, valendo R$ 790,00, Varginha/MG registrou queda de 1,20%, cotado por R$ 820,00, Campos Gerais/MG teve queda de 1,16%, valendo R$ 849,00 e Franca/SP teve desvalorização de 3,49%, valendo R$ 830,00.
O tipo cereja descascado teve queda de 2,23% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 875,00, Varginha/MG teve baixa de 2,27%, valendo R$ 860,00 e Campos Gerais/MG teve queda de 1,09%, cotado por R$ 909,00.
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