Café recua mais de 2%: Indústria tenta avançar com compra, mas produtor se mantém resistente
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O mercado futuro do café arábica voltou a operar com desvalorização para os preços no pregão desta quarta-feira (29) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Pressionado pelas boas condições do tempo no Brasil, no início da tarde a commoditie recuava mais de 2% no exterior.
Por volta das 12h33 (horário de Brasília), maio/23 tinha queda de 415 pontos, negociado por 169,55 cents/lbp, julho/23 tinha baixa de 415 pontos, cotado por 168,85 cents/lbp, setembro/23 tinha baixa de 410 pontos, valendo 167,55 cents/lbp e dezembro/23 tinha baixa de 415 pontos, valendo 166,10 cents/lbp.
Em Londres, o conilon opera com estabilidade, com baixa de 0,59% no início da tarde. Julho/23 tinha baixa de US$ 13 por tonelada, negociado por US$ 2170, julho/23 tinha queda de US$ 6 por tonelada, negociado por US$ 21336, setembro/23 tinha alta de US$ 5 por tonelada, negociado por US$ 2105 e novembro/23 tinha alta de US$ 15 por tonelada, cotado por US$ 2071.
"O mercado está achando que o Brasil vai colher muito. Mercado vendo o clima com condição ideal, primeiro a chuva, agora tem muito sol, tudo o que a planta gosta para este momento de granação e isso pressiona as cotações", afirma Haroldo Bonfá, analista da Pharos Consultoria.
O analista acrescenta ainda os índices de inflação na Europa, acima de 10% e que trazem muita dúvida em relação ao consumo. Desde as crises começaram, o mercado de café tenta entender como o consumo em importantes polos compradores deve se comportar. Até aqui, a demanda se mostrou resiliente, mas as preocupações continuam.
Com a baixa nos preços, o analista afirma que a indústria vem tentando avançar com os negócios, mas o produtor continua resistente e a comercialização segue lenta. Desde o início do ano os negócios de café estão praticamente travados.
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