Café em NY tem mais uma sessão de fortes altas com preocupações na safra brasileira e dúvidas sobre os estoques mundiais
O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta terça-feira (21) com forte valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A semana começou com preocupação sobre a safra brasileira, mas também com o mercado monitorando os estoques no exterior.
Maio/23 teve alta de 500 pontos, negociado por 190,75 cents/lbp, julho/23 teve alta de 390 pontos, cotado por 188,15 cents/lbp, setembro/23 teve valorização de 350 pontos, negociado por 185,80 cents/lbp.
Segundo análise do site internacional Barchart, os preços do café estenderam a alta da semana passada para máximas de 4 meses. "A firmeza das cotações se justifica pelas fortes chuvas recentes em Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, que manteve os agricultores fora dos campos e atrasou a aplicação de fertilizantes e pesticidas. As fortes chuvas também levaram ao aumento da ferrugem do café em algumas árvores o que também podem reduzir a produtividade das lavouras. "
Além disso, segundo o site, sinais de escassez de oferta de café nos EUA também estão elevando os preços. A Associação de Café Verde informou na semana passada que os estoques nos EUA em janeiro caíram -1,8% m/m, para 6,265 milhões de sacas. Na bolsa de Nova Iorque os estoques também caíram para 832.230 sacas, o menor nível em 6 semanas, segundo dados divulgados na última sexta-feira.
A queda nas exportações também contribui para um cenário de redução da oferta e segundo a Organização Internacional do Café (ICO) em 2 de fevereiro as exportações globais de café de outubro a dezembro caíram -2,8% a/a para 30,27 milhões de sacas.
Na semana passada o Cecafé também confirmou redução nas exportações de café verde do Brasil em janeiro quanso os volumes embarcados caíram 18,5% a/a para 2,52 milhões de sacas.
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