Insegurança financeira e de oferta faz café ter volatilidade ainda mais acentuada
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O mercado futuro do café arábica voltou a operar com valorização para os principais contratos no pregão desta sexta-feira (17) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 12h59 (horário de Brasília), maio/23 tinha alta de 540 pontos, negociado por 185,65 cents/lbp, julho/23 tinha alta de 435 pontos, cotado por 183,90 cents/lbp, setembro/23 tinha alta de 385 pontos, negociado por 182 cents/lbp e dezembro/23 tinha alta de 350 pontos, cotado por 180,05 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o conilon também voltou a subir. Maio/23 tinha alta de US$ 22 por tonelada, negociado por US$ 2094, julho/23 teve alta de US$ 21 por tonelada, negociado por US$ 2077, setembro/23 tinha alta de 21 por tonelada, cotado por US$ 2056 e novembro/23 tinha valorização de US$ 14 por tonelada, negociado por US$ 2026.
O mercado teve uma semana de muita instabilidade nos preços, ainda mais acentuada do que o esperado para o período de entressafra. Segundo Haroldo Bonfá, a insegurança em relação a oferta é o principal fator que sustenta os preços.
"Além disso, o que tem acontecido é a insegurança em saber se está ganhando ou perdendo dinheiro. Neste período, tudo o que for falado pode não significar nada, a não ser que não embarque e não consiga de fato atender demanda", explica.
No financeiro, também neste horário, o dólar registrava queda de 0,40%, negociado por R$ 5,19 na venda. "Em um dia volátil, que antecede o período de Carnaval no Brasil, o dólar à vista abriu os negócios em alta, sob influência do exterior e com os investidores monitorando o clima entre o Banco Central e o governo. No centro dos debates mais recentes está a meta de inflação para 2023", destacou análise da agência Reuters.
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