Cooabriel mais que dobra exportação direta de café conilon em 2022
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SÃO PAULO (Reuters) – A Cooabriel encerrou 2022 com exportações de mais de 118 mil sacas de 60 kg de café conilon, mais que o dobro do visto no ano anterior, com a estratégia da cooperativa de vendas diretas ao exterior dando resultados.
Em relatório, a cooperativa com sede em São Gabriel da Palha (ES) disse que o volume embarcado equivale a cerca de 10% do café conilon exportado pelo Espírito Santo no período, com a Cooabriel disputando o mercado com empresas multinacionais.
O avanço nas vendas externas diretas da Cooabriel aconteceu em um ano em que os embarques totais de cafés canéforas (conilon/robusta) do Brasil recuaram cerca de 60% (base janeiro a novembro, segundo dados disponíveis do Cecafé), com as torrefadoras brasileiras buscando mais o produto para realizar seus blends.
O projeto de abertura e conquista dos mercados internacionais da Cooabriel foi iniciado em 2020, e os primeiros volumes exportados tiveram como destino os Estados Unidos, no segundo semestre daquele ano. A partir disso, as negociações internacionais se consolidaram e permanecem em expansão, segundo comunicado da Cooabriel.
Os contêineres com conilon partiram com direção a países da América, para mercados já consolidados como o da Colômbia, mas tendo também a Europa como destino.
“A expansão da exportação fazia parte do plano de atividades para 2022 da cooperativa, especialmente a abertura de novos mercados e a comercialização de cafés especiais”, disse o superintendente da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi.
“Todo o trabalho de entrada no mercado internacional feito até agora foi determinante para entendermos mais sobre esse mercado e como ele funciona. Agora, um dos nossos propósitos é trabalhar para ampliar os volumes exportados”, acrescentou.
Os mercados são exigentes em termos da qualidade e rastreabilidade, lembrou a Cooabriel, acrescentando que tem trabalhado de forma a conscientizar seus cooperados a respeito dessas exigências.
“Para continuarmos essa expansão, é importante avançarmos em alguns aspectos, especialmente sustentabilidade e rastreabilidade… Temos hoje um grupo de cooperados que faz parte da Certificação 4C, mas ainda não é o suficiente para atender às demandas do mercado”, disse Pandolfi.
Para 2023, há a expectativa de avanço nas exportações, mantendo os mercados atuais e buscando novos destinos.
(Por Roberto Samora)
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