Café testa novas altas e contratos voltam aos patamares de 170 cents/lbp
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O mercado futuro do cafré arábica, depois de abrir o dia com estabilidade, voltou a subir no pregão desta quinta-feira (15) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O café sobe mesmo após a Conab indicar acréscimo na safra de 2022 em relação ao ano passado. Já em comparação com 2020, último ano de bienalidade positiva, a safra é 19,3% mais baixa.
Depois de avançar mais de 5% na segunda-feira, o mercado de café teve dois dias de preços estáveis na Bolsa. De acordo com analistas, a volatilidade não está descartada, mas a previsão de chuvas no Brasil e consequentemente uma safra mais cheia no ano que vem, limita ganhos mais significativos. No campo, o produtor segue cauteloso e espera por preços mais atrativos para fechar negócio.
Por volta das 12h31 (horário de Brasília), março/23 tinha alta de 380 pontos, valendo 171,75 cents/lbp, maio/23 tinha alta de 315 pontos, negociado por 171,65 cents/lbp e julho/23 tinha alta de 310 pontos, cotado por 171,90 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o conilon segue operando com ajustes técnicos. Março/23 tinha alta de US$ 5 por tonelada, negociado por US$ 1882, maio/23 tinha alta de US$ 1 por tonelada, negociado por US$ 1850, julho/23 tinha alta de US$ 2 por tonelada, negociado por US$ 1834 e setembro/23 tinha queda de US$ 4 por tonelada, negociado por US$ 1819.
CONAB
A produção cafeeira do Brasil fecha a safra 2022, ano de bienalidade positiva, com um volume de 50,92 milhões de sacas de café beneficiado, 6,7% acima da safra 2021. Comparado com a de 2020, também de bienalidade positiva, o índice registra a redução de 19,3% ou 12,1 milhões de toneladas, justificada pelas adversidades climáticas, como o déficit hídrico e geadas durante o ciclo da cultura no país
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