CNC acredita que transição entre governos deve ser tranquila para a cafeicultura do Brasil
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O setor produtivo do país está com os olhos voltados para o resultado das eleições presidenciais e as ações que podem impactar o agronegócio brasileiro nos próximos quatro anos. Para o café, diante de um mercado que vem oscilando muito nos últimos meses e a expectativa de uma retomada na produção após anos de adversidades climáticas, o momento segue sendo de cautela e o setor aguarda as novas definições no Governo Federal.
Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café comenta ao Notícias Agrícolas que ainda é cedo para se fazer as projeções para o novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eleito no último domingo. Segundo ele, é preciso aguardar as próximas etapas do processo eleitoral depois de uma disputa tão equilibrada.
"Nós não tínhamos um norte para saber efetivamente qual seria o candidato vitorioso. No entanto, com uma diferença pequena, mas o presidente Lula volta ao Palácio do Planalto. Mas para nós da cafeicultura, eu falo com muita tranquilidade, tivemos momentos muito bons com essa gestão encerrando agora, mas tivemos boas experiências também nos anos anteriores. Começando no final de Collor, Itamar Franco, José Sarney, Fernando Henrique e Lula", relembra.
Brasileiro relatou ainda que durante o governo Lula, teve participação ativa como secretário executivo no Mapa. "Nós temos uma experiência muito boa com a equipe que deve permanecer. Normalmente muda-se o primeiro escalão, mas o restante permanece, uma equipe muito boa, competente, dedicada e que nós temos um ótimo relacionamento. Então eu creio que para o café do Brasil será tranquilo nessa gestão e lá fora, sem dúvida, nós vimos que foi uma repercussão tranquila também porque falou-se muito que nosso presidente atual foi muito sensato e definiu não comentar resultado de eleição e com isso há uma prova que no Brasil há uma democracia, há um respeito. Portanto não há nenhuma preocupação para o mercado externo e interno", acrescenta.
Questionado sobre as tomadas de decisão do setor daqui pra frente e principalmente as ações do próprio produtor, Silas reforçou que é preciso aguardar a definição dos ministérios para poder fazer uma análise mais profunda do tema. As demais lideranças do setor cafeeiro também apontaram que preferem aguardar as definições do novo governo para debater sobre a cafeicultura no Brasil nos próximos quatro anos.
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