Brasil evidencia compromisso da cafeicultura com a sustentabilidade na França
Promover a imagem sustentável do agronegócio café do Brasil. Essa foi a principal ação da delegação brasileira que esteve presente, de 10 a 12 de setembro, no “Paris Coffee Show”, evento com mais de 80 expositores e quatro mil visitantes, que reuniu todos os players do setor no Parc Floral da capital francesa.
Nesta edição, o Brasil foi o país homenageado e contou com representantes em todos os painéis técnicos e nas apresentações institucionais. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) integrou a comitiva nacional em Paris e participou da abertura do evento ao lado do embaixador brasileiro na França, Luís Fernando Serra, e da criadora da feira “Rio Coffee Nation”, Martina Barth d’Avila.
“Destacamos a responsabilidade e o compromisso de todo o setor exportador em fortalecer e promover a sustentabilidade do agronegócio café brasileiro. Nossos recentes projetos foram apresentados, como o Balanço de Carbono, maior destaque de ação sustentável reconhecido pelos participantes; as ações coletivas em prol do bem-estar social; programas de capacitação, como o Produtor Informado e o Café Seguro; entre outros”, cita Marcos Matos, diretor geral do Conselho.
Na feira, o país contou com o “Espaço Brasil”, que foi compartilhado por torrefadores, cafeterias, baristas e a mídia francesa especializada em cafés especiais e sustentáveis. A iniciativa foi desenvolvida, como parceria da feira “Rio Coffee Nation”, em conjunto por Cecafé, Embaixada do Brasil na França, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Região do Cerrado Mineiro, Sebrae e Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
Matos informa que a promoção da sustentabilidade da cafeicultura brasileira, englobando impactos das mudanças climáticas e ações sustentáveis e inovações no setor, foi realizada na abertura do evento e aprofundada em painéis técnicos, diante da mídia francesa, que possui grande influência em formação de opinião e nível crítico.
“Os painéis, que tiveram representantes de relevantes torrefadoras, da pesquisa científica e entusiastas da mídia especializada, foram importantes oportunidades para demonstrar todas as ações que estão sendo feitas no Brasil, que estamos atentos aos desafios e oportunidades diante das questões climáticas e das tendências regulatórias globais”, analisa o diretor do Cecafé, que completa recordando que as ações do Conselho possuem parcerias e apoio de importadores europeus, “o que demonstra a seriedade e o profissionalismo dos cafés brasileiros”.
Como exemplo da sustentabilidade da atividade cafeeira, Matos anota que também foram demonstradas as boas práticas agrícolas, os novos conceitos conservacionistas e regenerativos, que transformam a cafeicultura nacional, como no caso do uso de bioinsumos e controle biológico de pragas, o que traz benefícios a todo o sistema de produção.
“Comprovando isso, apresentamos os estudos conduzidos pelo Consórcio Pesquisa Café e o balanço de carbono da cafeicultura mineira, por meio do Projeto Carbono do Cecafé. A conclusão transmitida ao público presente foi que essas ações sustentáveis concretas transformam o café do Brasil em carbono negativo e, dessa forma, é um fundamental agente de mitigação das mudanças climáticas”, finaliza Matos.
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