Café volta a subir mais de 700 pontos com preocupações climáticas e oferta restrita
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O mercado futuro do café arábica voltou a subir mais de 3% no pregão desta sexta-feira (9) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O café ainda tem suporte na preocupação com a oferta do Brasil, monitorando as previsões climáticas para os próximos meses.
De acordo com analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas, os fundamentos continuam sólidos e há muita preocupação com o retorno das chuvas para a safra de 2023. As atualizações continuam indicando a chance de mais um ano com La Niña impactando o regime de chuvas, o que aumentam as preocupações no Brasil.
Por volta das 12h36 (horário de Brasília), dezembro/22 tinha alta de 720 pontos, negociado por 229,40 cents/lbp, março/23 tinha valorização de 695 pontos, cotado por 223,65 cents/lbp, maio/23 tinha alta de 715 pontos, cotado por 220,35 cents/lbp e julho/22 tinha alta de 217,30 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon opera com ajustes para os preços. Novembro/22 teve queda de US$ 10 por tonelada, negociado por US$ 2266, janeiro/23 teve baixa de US$ 1 por tonelada, negociado por US$ 2254, março/23 tinha alta de US$ 2 por tonelada, valendo US$ 2220.
Além das condições climáticas, a cooperativa Cooxupé reconheceu a baixa produção na safra de 22 - já em fase final, além de destacar que grande dificuldade para o recebimento de 4 milhões de sacas. O número fica muito abaixo do que era projetado há dois anos pelo setor.
+ Cooxupé não deve bater metas iniciais e fala em desafio para recebimento de 4 milhões de sacas na safra 22
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