Café: Mesmo em dia de alta no dólar, fundamentos sustentam preços do café em NY
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O mercado futuro do café arábica segue operando com ajustes técnicos nas principais referências na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O café arábica desenha um dia tranquilo e sem novidades. No financeiro, o dólar tem um pregão de valorização, mas os fundamentos sólidos para o café sustentam as cotações de café. A preocupação com a oferta brasileira continua no radar do mercado.
Por volta das 12h20 (horário de Brasília), dezembro/22 tinha alta de 65 pontos, negociado por 235,85 cents/lbp, março/23 tinha alta de 15 pontos, cotado por 228,95 cents/lbp, maio/23 tinha valorização de 55 pontos, negociado por 225,80 cents/lbp e julho/23 tinha baixa de 5 pontos, cotado por 222,20 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café conilon também opera com ajustes. Novembro/22 tinha queda de US$ 17 por tonelada, valendo US$ 2245, janeiro/23 tinha baixa de US$ 14 por tonelada, cotado por US$ 2231, março/23 tinha baixa de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 2211 e maio/23 tinha queda de US$ 14 por tonelada, cotado por US$ 2200.
A safra de café arábica do Brasil está na reta final na principal área de produção do país. De acordo com dados divulgados na manhã desta quarta-feira (31) pela Cooperativa Cooxupé, a colheita estava nem 91,01% até o último dia 26 de agosto. A cooperativa ainda não divulgou os números de recebimento, mas reconhece que a produção de 2022 é menor do que o previsto anteriormente pelo setor.
Por volta das 12h40 (horário de Brasília), o dólar registrava alta de 1,46%, negociado por R$ 5,19 na venda. "O dólar tinha forte alta pelo segundo pregão consecutivo nesta quarta-feira, flertando com a casa de 5,19 reais e zerando suas perdas em agosto devido à persistência de temores internacionais de recessão em meio a ciclos agressivos de aperto monetário nas grandes economias, enquanto operadores alertavam para volatilidade no dia devido à formação da Ptax de fim de mês", destacou a agência de Notícias Reuters.
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