Café tem dia de valorização, mas perde 4,07% no acumulado semanal; volatilidade deve continuar
![]()
O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta sexta-feira (19) com valorização técnica para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Dezembro/22 teve alta de 150 pontos, negociado por 213,35 cents/lbp, março/23 teve alta de 145 pontos, cotado por 209,10 cents/lbp, maio/23 teve alta de 150 pontos, negociado por 206,55 cents/lbp e julho/23 teve alta de 150 pontos, negociado por 206,55 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café conilon encerrou a semana com poucas variações nos preços. Novembro/22 teve alta de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 2226, janeiro/23 teve alta de US$ 6 por tonelada, negociado por US$ 2206, março/23 teve alta de US$ 6 por tonelada, negociado por US$ 2178 e maio/23 teve alta de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 2172. Apesar do avanço neste pregão, o contrato referência - dezembro/22 teve queda de 4,07% em relação à sexta-feira passada, dia 12 de agosto.
O produtor de café segue vivendo dias de bastante instabilidade para os preços no mercado de café. De acordo com analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas, os fundamentos seguem sólidos para valorização, mas a volatilidade continuará sendo observada até pelo menos o final da colheita da safra 22 e, pelo menos, até o retorno das chuvas para a safra do ano que vem.
Os trabalhos de colheita avançam para a reta final, a safra vai se consolidando com quebra, enquanto a qualidade do café deve ser o grande diferencial deste ano para o Brasil, de acordo com especialistas.
Leia mais:
+ Expectativa é alta: Inscrições abertas para o principal concurso de qualidade de café do mundo
Com relação aos negócios, eles seguem em ritmo lento. O produtor continua operando a medida que precisa de caixa e o mercado continua travado. A expectativa é que a entrada safra brasileira, a partir do mês, movimente as praças de comercialização.
Os estoques certificados, em pauta essa semana para o mercado de café, continuam com o nível mais baixo dos últimos 23 anos. No entanto, a Green Coffee Association divulgou alta no volume, o que pressionou as cotações nos últimos dias.
No Brasil, o dia também foi marcado por ajustes nos preços nas principais praças de comercialização do país.
O tipo 6 bebida dura teve alta de 0,78%, negociado por R$ 1.290,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 0,77%, cotado por R$ 1.310,00, Machado/MG teve alta de 0,75%, cotado por R$ 1.350,00, Varginha/MG teve alta de 0,77%, cotado por R$ 1.310,00 e Campos Gerais/MG avançou 0,38%, cotado por R$ 1.328,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 0,74% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.364,00, Poços de Caldas/MG teve valorização de 0,72%, cotado por R$ 1.400,00, Varginha/MG teve alta de 0,72%, cotado por R$ 1.390,00 e Patrocínio/MG encerrou com estabilidade por R$ 1.370,00.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais