Café acompanha demais commodities e recua mais de 3% em Nova York
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Em dia de desvalorização no setor financeiro, o mercado futuro do café arábica também recua forte para os principais contratos no pregão desta segunda-feira (9) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 12h26 (horário de Brasília), julho/22 tinha queda de 645 pontos, negociado por 204 cents/lbp, setembro/22 tinha baixa de 620 pontos, cotado por 204,25 cents/lbp, dezembro/22 tinha desvalorização de 650 pontos, negociado por 203,60 cents/lbp e março/23 tinha baixa de 660 pontos, valendo 202,75 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também opera com desvalorização para os principais contratos. Julho/22 tinha queda de US$ 69 por tonelada, valendo US$ 2015, setembro/22 tinha baixa de US$ 63 por tonelada, negociado por US$ 2016, novembro/22 registrava queda de US$ 59 por tonelada, cotado por US$ 2013 e janeiro/23 tinha desvalorização de US$ 53 por tonelada, valendo US$ 2010.
De acordo com Haroldo Bonfá, analista da Pharos Consultoria, uma série de fatores contribuem para a queda do café nesta segunda-feira. Neste mesmo horário, o dólar registrava alta de 1,23% e era negociado por R$ 5,14 na venda. "O dólar saltava nesta segunda-feira, chegando a superar a marca de 5,15 reais em meio à disparada internacional da moeda norte-americana, que era impulsionada pela perspectiva de endurecimento da política monetária do Federal Reserve e temores de uma desaceleração econômica global", destacou a análise da agência Reuters.
Além disso, o analista destaca as preocupações com a Covid-19 na China que pode comprometer a demanda da bebida e também trazer novos problemas para a logística global que ainda não está 100% restabelecida.
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