Café volta a sentir pressão da guerra e passa a operar no negativo nesta 3ª feira
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O mercado futuro do café arábica voltou a operar com desvalorização para os principais contratos no pregão desta terça-feira (12) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
A guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a pressionar as cotações de café. "Os preços do café caíram depois que o presidente russo Putin disse hoje que as negociações de paz com a Ucrânia estão "em um beco sem saída", e ele prometeu continuar a guerra. Isso aumenta a preocupação de que a invasão da Ucrânia pela Rússia inviabilize a economia global, o que pode reduzir os gastos dos consumidores e reduzir o consumo e a demanda de café", destaca a análise do site internacional Barchart.
Por volta das 13h03 (horário de Brasília), maio/22 tinha queda de 265 pontos, negociado por 233,95 cents/lbp, julho/22 tinha desvalorização de 275 pontos, cotado por 233,80 cents/lbp, setembro/22 tinha baixa de 260 pontos, valendo 233,40 cents/lbp e dezembro/22 tinha baixa de 235 pontos, cotado por 232,10 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também voltou a operar do lado negativo da tabela. Maio/22 tinha queda de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 2098, julho/22 tinha baixa de US$ 11 por tonelada, negociado por US$ 2106, setembro/22 registrava queda US$ 9 por tonelada, valendo US$ 2106 e novembro/22 tinha baixa de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 2104.
A movimentação do mercado vai de encontro com o que é esperado por analistas no Brasil, que apontam que o cenário continua sendo de fundamento sólido para os preços, mas os fatores externos devem manter a volatilidade ao mercado de café. Os fundamentos do mercado físico permanecem os mesmos. Os rápidos movimentos de sobe e desce na ICE em NY refletem interesses de curto prazo de fundos e especuladores, conforme destacou a última análise do Escritório Carvalhaes.
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