Café: Arábica dá sequência às altas em Nova York temendo safra menor no Brasil
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Os futuros do café arábica operam do lado positivo da tabela nesta quarta-feira (26) e, perto de 12h15 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 0,7% - ou algo entre 125 e 180 pontos - entre as principais posições negociadas na Bolsa de Nova York. Assim, o março/22 tinha 239,10 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o julho era cotado a 238,35 cents /lb.
Como explicam analistas e consultores, o mercado segue atento à oferta brasileira e às consequências que podem ainda ser enfrentadas pelas regiões produtoras do país de todas as adversidades climáticas que enfrentaram. Já é sabido que o Brasil colherá uma safra menor do que o atualmente estimado pela Conab - de 55,7 milhões de toneladas -, como já afirmam analistas.
Ao Notícias Agrícolas, o engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura, Roberto Thomaziello, afirma que o Brasil tem ambiente para uma safra de 48 a 50 milhões de toneladas e acredita que a última estimativa da Conab foi bastante ousado.
"Os sinais de menores estoques de café e chuvas abaixo da média no Brasil dá suporte aos preços do café. As precipitações limitadas podem comprometer a produtividade brasileira e isso continua sendo monitorado pelos mercado", informa o analista de mercado Rich Asplund, do site internacional Barchart.
De outro lado, um fator negativo para as cotações é a preocupação do aumento dos casos de Covid-19, ainda segundo Asplun, o que poderia provocar novas restrições em algumas partes do mundo dada a seriedade desta nova onda, o que poderia trazer algum impacto negativo sobre a demanda.
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