Café: Em terceira sessão seguida de alta, preços em NY seguem acima de 190 cents/lbp
![]()
O mercado futuro do café arábica segue operando com ganhos expressivos, refletindo o frio e as preocupações com a oferta do Brasil. Essa é a terceira sessão seguida de valorização expressiva, que é acompanhada pelo mercado físico. Apesar dos preços mais altos, o produtor segue cauteloso e poucos negócios são fechados tanto no mercado futuro, como no mercado físico no Brasil.
Por volta das 12h03 (horário de Brasília), setembro/21 tinha alta de 1550 pontos, negociado por 191,50 cents/lbp, dezembro/21 tinha alta de 1545 pontos, negociado por 194,35 cents/lbp, março/22 tinha alta de 1520 pontos, valendo 196,25 cents/lbp e maio/21 era negociado por 196,70 cents/lbp, com valorização de 196,70 cents/lbp.
No começo da manhã, os contratos chegaram a avançar 10% em Nova York, atingindo a máxima de seis anos. Os danos ainda estão contabilizados por produtores e cooperativas, mas especialistas alertam que o frio foi muito mais intenso do que era previsto pelos modelos meteorológicos e que os impactos na produção do ano que vem podem ser significativos.
O analista de mercado Eduardo Carvalhaes comenta que as informações não param de chegar, o que impulsiona os preços no mercado futuro. "O que pode estar acontecendo nessa manhã é troca de posições na Bolsa. Normalmente é alguém recomprando posição, mas a certeza só teremos no fim do dia com a chegada de novas informações", afirma.
O mercado também acompanha as previsões do tempo para os próximos dias. De acordo com os modelos meteorológicos, uma nova massa de ar frio deve entrar no Brasil e mais uma vez avançar para áreas do parque cafeeiro, aumentando ainda mais as preocupações. + Alerta: Modelos indicam massa de ar frio ainda mais intensa na próxima semana
Além das geadas, o potencial da safra 22, que na teoria seria de ciclo alto para o Brasil, já levantava incertezas para o setor, também em decorrência das adversidades climáticas. Nas últimas semanas, com a seca prolongada no parque cafeeiro, especialistas começaram a indicar que o cenário é ainda mais crítico do que o observado no ano passado, quando as chuvas já estavam abaixo do esperado.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais