Café: Após dados de exportação recorde, Nova York e Londres recuam nesta 3ª feira
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O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta terça-feira (13) com quedas nas principais referências na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Com as baixas, mercado devolve parte dos ganhos registrados ontem, impulsionados mais uma vez pela seca no parque cafeeiro.
Por volta das 08h24 (horário de Brasília), setembro/21 tinha queda de 105 pontos, negociado por 152,95 cents/lbp, dezembro/21 tinha baixa de 120 pontos, cotado a 155,60 cents/lbp, março/22 tinha baixa de 100 pontos, valendo 158,35 cents/lbp e maio/22 tinha queda de 5 pontos, negociado por 160,60 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também abriu com desvalorização. Setembro/21 tinha queda de US$ 29 por tonelada, valendo US$ 1715, novembro/21 tinha baixa de US$ 20 por tonelada, cotado a US$ 1706, janeiro/22 tinha baixa de US4 18 por tonelada, negociado por US$ 1695 e março/22 tinha queda de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1682.
As cotações voltam a cair depois dos dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), informando que o Brasil exportou 3,012 milhões de sacas de 60 kg em junho, gerando US$ 423,2 milhões.
"Com o desempenho, o país registrou novo recorde no fechamento das remessas cafeeiras no acumulado da safra 2020/21, que alcançaram 45,599 milhões de sacas, apresentando alta de 13,3% em relação à temporada 2019/20 e de 10,1% sobre as 41,426 milhões de sacas de 2018/19, até então o melhor desempenho", afirma o relatório.
Mesmo com os embarques e com a resposta do mercado, o analista de mercado Eduardo Carvalhaes afirma mais uma vez que "os fundamentos de alta do mercado continuam robustos, os mesmos que levaram à escalada dos preços nos últimos meses, e apontando para um ano safra 2021/2022 com dificuldades para o abastecimento do mercado brasileiro e mundial de café".
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