Café observa problemas nos maiores produtores e encerra sessão com estabilidade

O mercado futuro do café arábica teve um dia de estabilidade para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Julho/21 encerrou valendo 150,95 cents/lbp, sem variações. Setembro/21 teve alta de 5 pontos, valendo 152,95 cents/lbp, dezembro/21 teve valorização de 5 pontos, negociado por 155,55 cents/lbp e março/22 manteve a negociação por 157,80 cents/lbp.
"Os preços do café receberam algum apoio na quinta-feira, depois que a Safras cortou sua estimativa de produção de café no Brasil 2021/22 para 56,5 milhões de sacas, ante uma estimativa anterior de 57,1 milhões de sacas", destacou a análise do site internacional Barchart.
Ainda de acordo com a publicação, os preços do café desistiram de seus ganhos, no entanto, depois que a Somar Meteorologia previu na quinta-feira até 20 mm de chuva nas áreas de cafeicultura do Brasil a partir de sábado, com níveis de chuva de 20 a 40 mm em Minas Gerais até 2 de junho.
Já na Bolsa de Londres, o café conilon teve mais um dia de ajustes no mercado futuro. Julho/21 teve queda de US$ 12 por tonelada, valendo US$ 1490, setembro/21 teve queda de US$ 13 por tonelada, valendo US4 1515, novembro/21 teve baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1531 e janeiro/22 teve queda de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 1543.
Os embarques de café na Colômbia, segundo maior produtor de café arábica do mundo, seguem comprometidos. Há quase um mês o país está tomado por uma onda de violência e, além dos bloqueios, parte da carga no Porto de Buenaventura foi saqueada nas últimas 24 horas.
Segundo uma nota oficial divulgada na última terça-feira (19) pela Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), o setor cafeeiro pede com urgência o fim dos bloqueios e atos de vandalismo. "Hoje, quando o setor pode voltar a ser um ator fundamental na recuperação econômica, os bloqueios e o vandalismo são um obstáculo para esse fim e uma fonte de inquietação para os colombianos", afirma a publicação oficial.
No Brasil, o mercado físico também encerrou com estabilidade nas principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,59% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 857,00, Varginha/MG teve queda de 1,15%, valendo R$ 860,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,62%, valendo R$ 805,00. Araguarí/MG manteve a estabilidade por R$ 870,00, Patrocínio/MG por R$ 840,00, Campos Gerais/MG por R$ 851,00 e Franca/SP manteve o valor de R$ 845,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 0,33% em Guaxupé/MG, valendo R$ 908,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 0,59%, valendo R$ 840,00, Varginha/MG teve baixa de 1,08%, negociado por R$ 920,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 870,00 e Campos Gerais/MG por R$ 911,00.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais