Protestos na Colômbia afetam exportações de café

O que começou como um protesto contra um projeto de lei se transformou em um cenário de violência que paralisou a Colômbia. Ao sudoeste, a cidade de Cáli, com mais de 2,3 milhões de habitantes e capital do departamento do vale do Cauca, se tornou o epicentro.
Faz uma semana que o país vive uma espiral de protestos e confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança. Com isso, ocorreu um bloqueio de estradas, que causaram a interrupção dos embarques de café, principal exportação agrícola local.
Os protestos, convocados originalmente em oposição a um plano de reforma tributária, agora cancelado, exigem que o governo tome atitudes para enfrentar a pobreza, violência policial e desigualdades na saúde e nos sistemas de educação. Infelizmente, vinte e quatro pessoas, a maioria manifestantes, morreram.
"Estamos completamente parados. As exportações paradas, não há nenhum movimento de café para os portos ou internamente", afirmou Roberto Velez, presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC).
Os bloqueios das estradas, alguns organizados por caminhoneiros em apoio à greve nacional e outros por manifestantes, se espalharam pelo país. O maior bloqueio está impossibilitando mercadorias de chegar ou partir da importante cidade portuária de Buenaventura, no Pacífico.
As barricadas estão especificamente afetando os produtores nas cidades de Huila, Valle del Cauca, Cauca e Narino, que, segundo Velez, estão no meio de suas principais colheitas.
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