Após sessão de muita volatilidade, arábica encerra com estabilidade e conilon tem dia de alta

Depois de registrar quedas acima dos 300 pontos no pregão desta quinta-feira (4), o mercado futuro do café arábica fechou o dia com estabilidade para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Março/21 teve alta de 10 pontos, valendo 124,05 cents/lbp, maio/21 registrou valorização de 5 pontos, negociado por 126,15 cents/lbp, julho/21 também teve alta de 5 pontos, valendo 128,10 cents/lbp e setembro/21 finalizou sem variações, valendo 129,90 cents/lbp.
Segundo análise do site internacional Barchart, a preocupação com a demanda por café voltou a pressionar os preços durante o pregão. "Já que os bloqueios da Covid mantêm os restaurantes e cafeterias fechados e está pressionando os preços", destacou a publicação.
O consumo de café é uma dúvida para o mercado desde o ano passado, quando a pandemia se intensificou em importantes polos consumidores de café, como Estados Unidos e Europa. Apesar das incertezas, analistas destacam que o consumo de café não foi afetado de maneira expressiva em 2020, e que um novo padrão de consumo foi observado, levando em consideração que o consumo em casa aumentou e os estoques certificados da ICE chegaram aos níveis mais baixos dos últimos 20 anos.
O analista de mercado, Eduardo Carvalhaes, chama atenção para os números da OIC. Durante o último pregão, a Organização divulgou um aumento de 5,26 milhões de sacas de 60 kg na temporada 2020/21, superando o excedente de 4,14 milhões de sacas observado na temporada 2019/2020.
Segundo a OIC, a produção deve alcançar 171,89 milhões de sacas, alta de 1,9% em relação à temporada anterior, enquanto que o consumo foi projetado em 166,62 milhões de sacas, avanço de 1,3%.
"Claro que esses números influenciam de alguma maneira, mas com os problemas climáticos ninguém sabe ainda o que vai acontecer daqui pra frente", comenta Carvalhaes. O analista reforça ainda que a queda pode ser considerada um movimento natural de mercado, mas que não significa que deve mudar a tendência de valorização para os preços do café no longo prazo.
"O clima instável é ruim para qualquer cultura, e nesse ano para o café é ainda mais preocupante. Nós tivemos a seca, mas e esse ano acontecer novamente? O momento é ainda mais crítico para o café", comenta.
Já na Bolsa de Londres, o café tipo conilon finalizou com valorização para os principais contratos. Março/21 teve alta de US$ 20 por tonelada, valendo US$ 1343, maio/21 subiu US$ 16 por tonelada, negociado por US$ 1359, julho/21 teve alta de US$ 17 por tonelada, valendo US$ 1372 e setembro/21 registrou valorização de US$ 16 por tonelada, valendo US$ 1386.
"O conilon recebeu apoio depois que o Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã informou na última quinta-feira que as exportações de café do Vietnã em janeiro caíram -17,6%", destacou a análise internacional.
No Brasil, o tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 1,62% em Guaxupé/MG, valendo R$ 688,00, Poços de Caldas/MG teve valorização de 1,68%, negociado por R$ 666,00 e Campos Gerais/MG registrou valorização de 0,87%, valendo R$ 695,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 1,39% em Guaxupé/MG, valendo R$ 730,00, Poços de Caldas/MG teve valorização de 1,54%, negociado por R$ 726,00 e Campos Gerais/Mg registrou valorização de 0,81%, negociado por R$ 745,00.
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