Café volta a subir mais de 300 pts: Quebra no Brasil e expectativa de vacinação em massa justificam altas

O mercado futuro do café arábica, que abriu o pregão sem grandes variações, voltou a subir de maneira expressiva na sessão desta sexta-feira (15) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 11h47 (horário de Brasília), março/21 tinha alta de 395 pontos, valendo 131,30 cents/lbp, maio/21 tinha valorização de 385 pontos, negociado por 133,25 cents/lbp, julho/21 tinha alta de 40 pontos, valendo 135,30 cents/lbp e setembro/21 tinha alta de 405 pontos, valendo 137,10 cents/lbp.
Segundo o analista de mercado Haroldo Bonfá, o mercado ainda absorve as informações de quebra para a safra 21 do Brasil. "As estimativas foram um duro choque na oferta mundial, mesmo sem termos os números finais. E possibilidade de uma vacinação em massa no mundo possa fazer com o que o segundo semestre tenha um aumento de demanda, é outro fator para essa forte alta", explica.
Segundo dados divulgados pela consultoria Marex Solutions, a safra 21 de café arábica do Brasil deve ter uma quebra entre 30% e 50%, consequência da falta de chuvas e altas temperaturas em Minas Gerais. A expectativa é que a quebra seja próxima das 18 milhões de sacas em relação ao ciclo anterior, quando colheu 48,77 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representaria uma perda de 36%.
>>> Marex Solutions estima quebra entre 30% e 50% para safra 21 de café arábica do Brasil
Os preços também voltaram a subir de maneira mais expressiva para o café tipo conilon na Bolsa de Londres. Março/21 tinha alta de US$ 23 por tonelada, valendo US$ 1355, maio/21 tinha alta de US$ 21 por tonelada, valendo US$ 1363, julho/21 subia US$ 23 por tonelada, negociado por US$ 1378 e setembro/21 registrava valorização de US$ 24 por tonelada, valendo US$ 1398.
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