Marex Solutions estima quebra entre 30% e 50% para safra 21 de café arábica do Brasil

Segundo dados divulgados pela consultoria Marex Solutions, a safra 21 de café arábica do Brasil deve ter uma quebra entre 30% e 50%, consequência da falta de chuvas e altas temperaturas em Minas Gerais. A expectativa é que a quebra seja próxima das 18 milhões de sacas em relação ao ciclo anterior, quando colheu 48,77 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representaria uma perda de 36%.
Já para o café tipo conilon, a consultoria destacou um aumento entre 10 e 15% em relação à safra de 2020, com uma estimativa de crescimento de 1,78 milhões de sacas a 2,51 milhões de sacas. Na safra 2020/21, o país colheu 14,31 milhões de sacas, segundo Conab.
Desde o último pregão, na quinta-feira (15), o mercado na Bolsa de Nova York (ICE Future US) absorve as informações da Marex Solutions. As cotações no mercado futuro subiram mais de 300 pontos, em um momento em que operadores acompanham de perto as condições das lavouras brasileiras. Desde dezembro chove com regularidade em Minas Gerais, mas especialistas destacam que as precipitações, apesar de positivas, não recuperam os danos nas plantas, apenas paralisam o processo de perda.
Só nesta semana, duas estimativas de quebra motivaram o mercado. Na terça-feira, a Montesanto Tavares estimou um recuou de 37% para a safra de arábica deste ano. Considerando também a safra de conilon, a Montesanto acredita que a safra desde ano será 23% abaixo do recorde de 68,21 milhões de sacas produzidas em 2020.
Para o conilon, a Montensanto considera uma alta de 17%, indo para 21,67 milhões de sacas. Além da seca severa, vale ressaltar que o Brasil está entrando em um ano de ciclo baixo para a produção do arábica, que alterna anos de produções maiores e menores.
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