Café: Chuva e câmbio pressionam mercado futuro e Nova York opera com mais de 300 pts de baixa

Após iniciar o pregão sem grandes variações, o mercado futuro do café arábica voltou a cair de maneira mais expressiva nesta segunda-feira (11) na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 11h53 (horário de Brasília), março/21 tinha queda de 340 pontos, valendo 120,30 cents/lbp, maio/21 tinha baixa de 340 pontos, negociado por 122,35 cents/lbp, julho/21 operava com desvalorização de 345 pontos, valendo 124,15 cents/lbp e setembro/21 tinha queda de 340 pontos, valendo 125,95 cents/lbp.
Segundo análise de Haroldo Bonfá, analista de mercado da Pharos Consultoria, a desvalorização do real ante ao dólar é um dos principais fatores para as quedas neste pregão. "A forte desvalorização do real ajuda muito na queda, pois tem sido inversamente proporcional os movimentos", afirma.
"O dólar começou a semana em forte alta, rompendo uma resistência atrás da outra e superando 5,50 reais, nas máximas em dois meses, reflexo de ajuste negativo em ativos de risco no exterior por temores sobre a pandemia de Covid-19 e a recente alta nos juros de mercado nos Estados Unidos", destacou a agência Reuters.
Além disso, o especialista destaca que as previsões de chuva é voltam a se tornar um fator de baixa para o café. "As fortes chuvas ajudam em uma melhor produção para 21/22", complementa.De acordo com as previsões do Conselho Nacional do Café, com base nos dados da Somar Meteorologia, as previsões indicam precipitações intensas e volumosas em áreas de Minas Gerais.
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