Café: Dólar e exportação global volta a pressionar mercado futuro em Nova York e Londres

Os preços do café no mercado futuro seguem pressionados no pregão desta quarta-feira (6) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Após iniciar o dia sem grandes variações, os principais contratos passaram a cair de maneira mais expressiva ainda no período da manhã.
Por volta das 11h33 (horário de Brasília), março/21 tinha queda de 255 pontos, valendo 122,45 cents/lbp, maio/21 registrava baixa de 260 pontos, valendo 124,45 cents/lbp, julho/21 operava com desvalorização de 300 pontos, valendo 125,90 cents/lbp e setembro/21 tinha queda de 295 pontos, valendo 127,45 cents/lbp.
Também neste horário, o dólar registrava alta de 1,68% e era cotado por R$ 5,35 na venda. O dólar em valorização tende a pressionar os preços em Nova York. "O dólar registrava volatilidade contra o real nesta quarta-feira, com os investidores apreensivos em meio à forte disseminação da Covid-19 e atraso na imunização da população em alguns países, como o Brasil, mas de olho no apetite por risco no exterior em meio à perspectiva de vitória democrata na disputa pela última cadeira do Senado norte-americano", destacou a agência Reuters em sua última análise.
Além disso, o avanço nas exportações globais de café também contribuem para movimentação de queda no mercado futuro. As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 10,149 milhões de sacas de 60 quilos em novembro, segundo mês da safra mundial 2020/21 (outubro/setembro), contra 9,600 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2019, elevação de 5,7%.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também opera com baixas nesta quarta. Março/21 tinha queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1357, maio/21 também tinha desvalorização de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1366, julho/21 era negociado por US$ 1379, também com baixa de US$ 8 por tonelada e setembro/21 tinha desvalorização de US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1394.
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