Café: NY finaliza com baixas após OIC divulgar aumento nas exportações globais

A terça-feira (5) foi mais um dia de quedas para o mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações chegaram a registrar desvalorização acima dos 200 pontos durante o pregão, mas as perdas foram minimizadas antes do fechamento da Bolsa.
Março/21 teve queda de 105 pontos, valendo 125,10 cents/lbp, maio/21 registrou baixa de 100 pontos, negociado por 127,10 cents/lbp, julho/21 teve queda de 90 pontos, valendo 128,90 cents/lbp e setembro/21 registrou queda de 85 pontos, valendo 130,40 cents/lbp.
"O aumento da oferta global, junto com a desvalorização do real em relação ao dólar, estão reduzindo os preços do café. Hoje, dados da Organização Internacional do Café (OIC) mostraram que as exportações globais de café de outubro a novembro aumentaram 6,5%", destacou análise do site internacional Barchart.
As exportações de café dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 10,149 milhões de sacas de 60 quilos em novembro, segundo mês da safra mundial 2020/21 (outubro/setembro), contra 9,600 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2019, elevação de 5,7%.
>>> OIC: Exportações globais de café avançam 5,7% no mês de novembro
O dia também foi de baixa para o café tipo conilon, na Bolsa de Londres. Janeiro/21 teve queda de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 1357, março/21 encerrou com baixa de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 1365, maio/21 teve queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1374 e julho/21 encerrou com baixa de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1387.
Além das exportações, a desvalorização do real ante ao dólar também contribuiu para as baixas no mercado futuro. "A fraqueza do real brasileiro em relação ao dólar é de baixa para os preços do café, com o real hoje caindo -0,92% hoje em uma baixa de 5 semanas em relação ao dólar", destacou a análise internacional.
A fraqueza do real brasileiro em relação ao dólar é de baixa para os preços do café, com o real hoje caindo -0,92% hoje em uma baixa de 5 semanas em relação ao dólar. O cenário, no entanto, ainda é de incerteza para a produção da safra 21 no Brasil.
Depois de enfrentar o maior déficit hídrico dos últimos anos no ano passado, as chuvas levam alívio ao produtor, mas não recupera os danos para a próxima safra. Quantificar as baixas, no entanto, ainda não é possível, segundo especialistas. A tendência é que a partir de fevereiro o cenário para a safra 21 do Brasil seja mais claro.
No Brasil, o mercado físico encerrou com altas em algumas praças produtoras.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,61% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 657,00, Poços de Caldas/MG teve elevação de 0,79%, negociado por R$ 640,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 620,00 e Varginha/MG não registrou valorização, mantendo o valor de R$ 625,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 0,72% em Guaxupé/MG e Poços de Caldas/MG, estabelecendo o valor por R$ 700,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 670,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 680,00.
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