Café: Covid e chuvas no Brasil pressionam e NY e Londres terminam com desvalorização

O primeiro pregão do ano foi de desvalorização para o mercado do café. Na Bolsa de Nova York (ICE Future US), as principais referências encerraram o pregão desta segunda-feira (4) com desvalorização acima dos 200 pontos. Para o café tipo conilon, na Bolsa de Londres, o cenário foi o mesmo e as cotações também encerraram o dia com quedas.
No café tipo arábica, o contrato com vencimento em março/21 teve queda de 210 pontos, valendo 126,15 cents/lbp, maio/21 registrou queda de 205 pontos, valendo 128,10 cents/lbp, julho/21 teve baixa de 205 pontos, valendo 129,80 cents/lbp e setembro/21 encerrou valendo 131,25 cents/lbp, também com desvalorização de 205 pontos.
No café tipo conilon, o contrato com vencimento em março/21 teve queda de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1372, maio/21 registrou queda de US$ 13 por tonelada, netgociado por US$ 1382, julho/21 também teve queda de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 1395 e setembro/21 encerrou com baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1410.
De acordo com análise do site internacional Barchart, novos casos da Covid-19 seguem pressionando os preços do café. "O número de novas infecções por Covid nos Estados Unidos no sábado registrou um recorde de 299.087. Há uma preocupação de que a expansão dos bloqueios em todo o mundo feche restaurantes e cafeterias e diminua a demanda por café", destacou a publicação.
Além disso, o mercado segue acompanhando de perto as condições das lavouras e do tempo no Brasil. Depois de enfrentar o maior déficit hídrico dos últimos anos, voltou a chover nas principais áreas de produção do Brasil. "A chuva abundante no Brasil é um fator negativo para o café. A Somar Meteorologia informou nesta segunda-feira que as chuvas em Minas Gerais, a maior área de cultivo de arábica do Brasil, mediram 68,3 mm na semana passada, ou 96% da média histórica", afirma a publicação. Apesar do retorno da precipitação, é importante ressaltar que especialistas afirmam que a safra 21 do Brasil terá uma quebra significativa, consequência do baixo volume de água e altas temperaturas.
No Brasil, o mercado físico acompanhou o dólar e encerrou com valorização nas principais praças produtoras do país. O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,77% em Guaxupé/MG, valendo R$ 653,00. Poços de Caldas/MG teve valorização de 4,10%, valendo R$ 635,00, Araguarí/MG teve alta de 1,61%, valendo R$ 630,00 e Franca/SP registrou alta de 0,78%, negociado por R$ 650,00.
O café tipo cereja descascado teve variações mistas nesta segunda. Guaxupé/MG teve alta de 8,59%, estabelecendo os preços por R$ 695,00. Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,71%, valendo R$ 695,00 e Varginha/MG registrou queda de 2,86%, valendo R$ 680,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 670,00.
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