Países produtores de café consomem 29,8% e importadores 70,2% da produção mundial
A produção mundial de café no ano-cafeeiro 2019-2020 atingiu 168,55 milhões de sacas de 60kg, das quais 95,73 milhões de sacas são de café arábica, que equivalem a aproximadamente 56,8%, e 72,82 milhões de café robusta, volume que corresponde a 43,2% da produção global. Se for estabelecida uma comparação com o ano-cafeeiro anterior, cuja safra foi de 171,37 milhões de sacas de café, sendo 100,82 de café arábica e 70,55 de café robusta, verifica-se que esses volumes representam, respectivamente, uma redução de 1,6% da produção total, um declínio de 5,1% do volume de café arábica e um incremento de 3,2% do volume de café robusta.
Especificamente em relação ao café robusta, observa-se que no ano-cafeeiro 2019-2020 o volume produzido no mundo teve acréscimo de 2,27 milhões de sacas em relação ao volume de 2018-2019. Nesse mesmo contexto, é possível constatar que a produção mundial de café robusta teve aumento pelo terceiro ano consecutivo, pois em 2016-2017 a safra foi de 60,02 milhões de sacas, em 2017-2018, foi de 68,99 milhões de sacas, e no ano-cafeeiro passado, o volume de produção mundial do café robusta atingiu 70,55 milhões de sacas. É possível verificar um aumento de aproximadamente 12,8 milhões de sacas de 60kg – 21,3% – na produção mundial de café robusta desde 2016-2017 até o ano-cafeeiro atual.
No que concerne ao consumo mundial de café no atual ano-cafeeiro, tanto de países produtores como exportadores, estima-se um volume total de 167,59 milhões de sacas consumidas, o que representa uma pequena queda de 0,9% em relação ao ano-cafeeiro anterior, que foi de 169,11 milhões de sacas. Nesse contexto, no caso específico dos países exportadores, o consumo interno permanece estável em torno de 50 milhões e nos países importadores o consumo diminuiu 1,1% e atingiu 117,59 milhões de sacas.
O consumo mundial de café apresentou ligeiras quedas entre o atual e o último ano-cafeeiro. O continente Africano consumiu o equivalente a 11,67 milhões de sacas de café, redução de 0,5% se comparado com o período anterior; Ásia & Oceania foram responsáveis pelo consumo de 34,06 milhões de sacas (-0,9%); México e América Central por 5,42 milhões (-0,1%); Europa se manteve como o continente com maior consumo de café com o equivalente a 55,08 milhões de sacas de 60kg consumidas (-0,9%); América do Sul, o maior produtor de café foi responsável pelo consumo de 26,9 milhões de sacas (-0,9%); por fim, América do Norte, segundo maior consumidor e responsável pela demanda equivalente a 31,43 milhões de sacas de café (-1,1%).
Enquanto o consumo mundial se manteve praticamente estável em todo o mundo, a produção apresentou algumas variações, quando comparados os números do atual ano-cafeeiro 2019-2020 com o ano-cafeeiro 2018-2019. A produção da Ásia & Oceania apresenta um aumento de 4,1% ao produzir 50,07 milhões de sacas, destaque para o aumento de 11,7% na produção da Indonésia que chegou a 11,19 milhões de sacas e, também, para o Vietnã com um incremento de 4% e produção de 31,5 milhões de sacas de café. Na América do Sul, região responsável por 46,8% da produção mundial de café em 2019-2020, houve uma redução de 4,6%, chegando a 78,87 milhões de sacas produzidas. A safra da América Central & México caiu 4,5% e encerrou o ano-cafeeiro 2019-2020 com 20,76 milhões de sacas produzidas, com destaque para a queda de 15,4% na produção de Honduras, que produziu 6,2 milhões de sacas. A produção do continente Africano se manteve estável com 18,85 milhões de sacas.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais